segunda-feira, abril 12, 2010

Tenho-te sem ti

Tenho-te na escuridão e no medo. Sei que te tenho só quando não és mesmo tu!
Porque beijas e abraças de uma forma instintiva, sem pensar. Quando pensas parece que cais na realidade. E queres sem querer, não queres, querendo.
Se demorasses mais tempo a cair na consciencia, eras meu por um maior espaço... de tempo. Mas depressa te lembras onde estás, com quem estás, e quem sou eu. Nesse momento tão rápido não queria ser eu. Seria apenas aquela que desejas na insconsciencia e no instinto. E só aí te teria na luz, sem medo!
Eu não sei porque me encontro, com tanta facilidade, com homens como tu, capazes de serem, normalmente, frios com o olhar. Como se a natureza vos tivesse moldado dessa forma. Na realidade, a vida moldou-vos dessa forma.
Porque são verdadeiramente quentes, com fogo no olhar. E eu não queria que fossem tão raras as vezes que me mostras esse olhar, sem medo.
Talvez leve tempo, confiança. Talvez noutro tempo, noutro lugar. Talvez possa esperar por ti em plena consciencia. Ou talvez tenha mesmo de ser assim, e só para mim é que são raros os momentos de olhos quentes. Talvez não sejam para mim destinados.
Procurarei outros, para ver na luz. Na escuridão terei sempre os teus: claros, novos, desejosos de viver!

sábado, março 27, 2010

Corações surdos

Num livro de crónicas, hoje li algo que, mais uma vez, fez sentido. Não propriamente neste momento. Não necessariamente neste momento. Mas porque já passámos por isto, porque ainda há replicas...

O texto intitula-se Surdos do Coração, e cita também uma frase de António Lobo Antunes: "Quando um coração se fecha, faz muito mais barulho do que uma porta."


(...)

Mas o que dói mais é saber que alguém que ainda amamos, por medo e por sofrimento, nos fechou o coração. O som é igual ao de mil tambores em fúria: não vale a pena falar, não vale a pena escrever, não vale a pena tentar chegar ao outro lado, saltar o muro, enviar emissários, içar bandeiras, fazer cimeiras, apanhar aviões e levar na mão o nosso coração como presente porque ele já não o quer. Quando o outro coração se fecha, deixa de ser nosso. E quando um homem fica surdo do coração, como é muito mais prático do que uma mulher, em vez de chorar e lamber as feridas, oferece-o a outra mulher.

(...)


Não sei se foi o caso. Não sei se o ofereceste a outra mulher. Na verdade acho que nunca soubeste que muitas vezes levei o meu coração na mão, como presente. Como eu não soube que já tinhas fechado o teu coração, enquanto eu corria para ti, falava de ti, apanhava comboios e escrevia cartas sem fim...



Dói muito quando o outro coração fica surdo, porque não fica só surdo, fica mudo também!

sexta-feira, março 05, 2010

I hate you!

I want to say "I hate you!"

I want to say it, because you weren´t there!

No, you were... but you didn´t do anything.



There was a time that you were there. Along time ago, i can see that now!

But you were there, with a kiss, a hug, with your friendship and love...



I miss it, i miss you!



But now, i want to say "I hate you!"

You left without a word... You left me! Me! How could you? Why did you?



I hate you, because i can´t understand you!

I hate you, because there was a time that i loved you...

I hate you, because you are the one who make me suffer the worse pain!



And now that i need, you are not here, like you were before...

I hate you for that!



The present changed the past... It´s not fare that some people can´t move with us to the future...

But i´m moving on, without you! Hating you, but without you!


segunda-feira, janeiro 25, 2010

A tua imagem!

Não consigo tirar esta imagem da minha cabeça. A imagem de quando te vi ontem.

Ontem? Já nao foi ontem! Parece que foi ontem... Passou tanto tempo, mas desde aí que nada mais aconteceu na minha vida.

Vi-te... E não foi a primeira vez! Mas pareceu que foi pela primeira vez!

E não ocnsigo tirar esta imagem da cabeça...

Não parecias tu. Não parecias aquele que eu já tinha visto. Parecias alguém que eu há muito queria conhecer. E sabia que estavas aí, algures em ti! Mas eu ainda não te tinha visto...

E ontem vi! Como se nunca te tivesse visto. Olhei-te de verdade, como se não tivesses nada mais a esconder.

Parecias intransponível, mas, para mim, estavas nu! Transparente...

Os meus olhos viram-te, pela primeira vez! E agora não consigo tirar a tua imagem da cabeça.
Mesmo sem nutrir qualquer sentimento especial. Mesmo sem esperar nada. Mesmo sem razao... Não és tu que não me sais do pensamento, é a tua imagem não me sai da cabeça!

sábado, janeiro 23, 2010

luz... de novo

Tenho estado longe...

Longe das pessoas, da escola, dos colegas.

Tenho estado longe do mundo! Perto do meu mundinho...


Fechei-me me casa com uma otite. E além me perguntou: "O que é que ouviste, que não querias ouvir? Ou o que é que querias ouvir, e não ouviste?"

Será assim tão simples? Não quero acreditar que todas as dores que tive explicavam-se simplesmente com o que queria, ou não, ouvir...


Mas não interessa... A verdade é que aproveitei para me fechar em mim. Começar o ano comigo mesma. Ficar na cama até tarde... Rever a vida e sorrir, chorar! Pensar no novo ano e fazer planos! Só eu, no meu mundo! Em silêncio...


Passaram horas, dias, uma semana inteira! E quando saí, parecia que a rua não me pertencia. Durante o inicio da semana redescobri os caminhos e lugares, a pairar, como se só o meu corpo estivesse ali. Acordava e levantava-me porque sim, porque tinha de ser!


Mas ontem, acordei pronta para recomeçar! Tinha acabado o tempo de meditaçao e eu ia voltar ao mundo! Sabia que o sol ia voltar a brilhar. E brilhou! Durante todo o dia, e até durante a noite! O meu Sol voltou! E voltou para ficar! Sem medo, sem angustias. Sem tristezas, nem ressentimentos.


Depois de um tempo sem luz, a olhar para dentro... O meu Sol vai fazer os meus olhos brilharem, quando olharem o mundo, quando olharem fundo noutros olhos, noutros lugares!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Ver o mar!






Ia ligar-te para te pedir que me levasses à praia. Quero ver o mar! Estar sossegada a ver o mar, a sentir a areia debaixo dos maus pés. E queria-te ao meu lado...


Ia ligar-te a dizer que estava a ir ao teu encontro, para me levares à praia. Assim de repente, como fomos num passeio comprar queijo... Bastou-me descer as escadas!


E ia ligar-te para deixares tudo e me levares à praia. Sentares-te ao meu lado sem dizer nada. Assim como fazem os bons amigos, à espera que eu queira falar...


Os bons amigos sabem quando falar de coisas sérias, sabem quando dizer banalidades, sabem quando queremos o silêncio. Tu sabes isto, e por isso queria-te ao meu lado na praia!


Ia ligar-te para veres o mar comigo. Estariamos em silêncio... E depois falaríamos de tudo o que nos atormenta. Como quem fala para si mesmo, sincero, simples! Ouviríamos e ficaríamos muito mais calmos...


Preciso de ir à praia! Preciso que estejas ao meu lado... Porque ainda és meu amigo!


Se eu te ligar, levas-me? Vens comigo ver o mar? Vens comigo falar em silêncio, enquanto sentimos a areia? Dás-me a mão e um abraço?

quarta-feira, dezembro 30, 2009

2009/10

Amanha termina 2009.

Termina esta década sem nome.



Em todo o lado se diz que estes últimos anos foram os de maior mudança. Decisivos, inovadores, diferentes. "A década que virou o mundo ao contrário!"



Há quem diga que agora é que vão começar as verdadeiras mudanças. Praticamente o fim do mundo! Porque não estamos preparados para o que aí vem, a Era de não sei que singno!



Amanha termina 2009.

Não me escapo do balanço dos últimos 12 meses. Resumo com um desejo, em tom de declaração: "se 2010 for tão bom como este último, não estamos nada mal!"



Foi um ano tão completo!

Viajei bastante. Conheci este mundo e o outro, do outro lado.

Ri muito, muito. Chorei o quanto baste, para manter o equilíbrio!

Experimentei tantas coisas novas, a tantos níveis, que me pareceu que vivi mais que 365 dias!



Foi um ano de conhecimento: lugares, pessoas, vivências, matérias! Tudo novo! Tudo a preencher-me de sabedoria, de um fôlego totalmente renovado!



Foi um ano maravilhoso!

E 2010 fica muito a perder com isso, porque vai ter de fazer muito para exceder as expectativas. Vai ter de fazer? Ou vou ter de fazer? Eu vou, e vou conseguir superar-me neste ano que aí vem! Talvez um ano ainda mais decisivo. Talvez um ano ainda mais dificil. Mas não um nao de impossíveis!



Feliz 2010! Um grande em grande que vem aí!!

domingo, dezembro 27, 2009

Se soubesse o que sei hoje!


- Ainda ontem íamos para Lloret... E hoje já estamos a pensar em maneiras de segurar os nossos filhos de uma vida precoce!


- É a vida! O tempo não pára...

E desde que não tenhamos muitos "se eu soubesse o que sei hoje!", a vida não vai nada mal...


Eu tenho alguns, que preferia não ter (claro!)... Mas lido bem com isso!


Admiti-lo significa que já é tarde demais.

Admiti-lo é quase como ter consciencia que perdemos e já não há volta a dar!


E se eu soubesse o que sei hoje? O que faria? Muita coisa diferente?

Mas afinal não sou hoje fruto de tudo aquilo que fiz? Tudo aquilo que fiz e que se calhar não voltaria a fazer?


Se soubesse o que sei hoje talvez não tivesse dito Adeus, talvez tivesse dito Até Já

Mas e tudo o que vivi por ter dito Adeus? Não teria sido igual... E já fui tão feliz depois disso. Teria sido infeliz se tivesse dito Até já?

Acho que nunca saberei...


Se soubesse o que sei hoje talvez tivesse dado mais atenção a outras coisas, a outras pessoas.

Teria sido eu melhor pessoa por isso?

E se, pelo contrario, tivesse dado mais atençao a mim mesma, se soubesse o que sei hoje?


Tinha feito coisas diferentes? Sim, se calhar tinha.

Mas não tinha vivido como vivi.

E chegaria ao dia e hoje e diria: "Ai... Se eu soubesse o que sei hoje!"


Não podemos voltar atrás. Não podemos adivinhar o futuro e ter acesso as opçoes antes de tomarmos os caminhos. Nunca saberemos se fizemos as escolhas certas.

Só temos de viver! Com o minimo de arrependimentos, de magoa!

Vamos ser felizes sem pensar que seria diferente se soubessemos o que sabemos hoje...

terça-feira, dezembro 22, 2009

Mas a culpa é tua, Tatiana!


Quem é que te disse que todos os amigos são amigos para sempre?

Porque é que te convenceste que confiando uma vez, podias confiar outra e outras vezes?

Não aprendeste nada na vida? Não sofreste ja o suficiente com os outros?

Lá porque alguem foi teu amigo antes, não quer dizer que vá ser teu amigo mais tarde... Já devias saber isso! Já não devias ficar triste... Já não devias andar atrás e desiludir-te cada vez que dizes Olá!

Porque é que continuas a fazer isso? Deves ter um quê de masoquista...


Não percebo... Há tanta gente neste mundo! Há tanta gente que gosta de ti! Porquê andar preocupada com aqueles que nada fazem por ti?

Tens de ser egoista! Olhar para ti mais um bocadinho.

Não te desiludas quando não te respondem a uma mensagem! Não insistas em falar com alguem que não se esforça para falar contigo!

Não vale a pena!

Há pessoas que já não valem a pena!


Desiste deles e delas! Não de ti...

domingo, dezembro 13, 2009

Um olhar e um beijo

Pensei que o teu olhar me tinha engando.


Pensei que o meu olhar te tinha enganado.


Mas afinal olhámos sinceros.


Afinal fomos transparentes.


Quando fugimos o olhar.


Quando sorrimos com os olhos.


E transmitimos o quê?


E dissemos o quê?


Nada! Quase nada!


Tudo num toque.


Tudo num beijo.


Aquele nosso primeiro.


Aquele que decidiu mais.


Pioneiro de um tempo longo.


Pioneiro de tantos outros


Que senti sinceros


Plenos de desejo e sufoco