segunda-feira, março 23, 2009

Rascunho

Escrevi há uns dias uma crónica, que está guardada.
Ainda não tive coragem de a publicar.
É realmente a coragem que me falta quando a leio sempre que ligo o computador, e penso em torna-la pública...
Mas continua como Rascunho. Se calhar vai ficar assim para sempre. Ou até a tu leres, só tu!


Escrevo tudo o que penso, tudo o que sinto. Houve quem me chamasse "esquisita". Sem muita razão... Porque escrevo quando me apetece, porque gosto!
Talvez me mostre demais. Talvez diga coisas a mais sobre mim... Sou um livro aberto!
E por isso me falta a coragem para publicar algumas coisas! Também tenho o direito de me esconder... Também tenho o dever de proteger...


A crónica que escrevi é para ti. Não para ti... que estás habituado a ser "musa" e destino das minhas crónicas. Não, não és tu!
A crónica que escrevi é sobre ti. Sim
, tu que entraste na minha vida não há muito tempo. E ainda não tinhas merecido isto.
E escrevi novidades e saudades. Reuni todas as "esquisitices" que já tinha escrito sobre ti. Dei largas à imaginação e ao sentimento e escrevi-te, a ti, para ti, sobre ti...
Sem seres "musa", mas por seres especial.


Escrevi há uns dias uma crónica, que vai continuar a ser rascunho...

terça-feira, março 17, 2009

Tenho um sonho

Tenho um sonho.
Quando estou acordada, sonho com um conto de fadas. Com uma daquelas histórias de amor, quase sempre impossíveis mas que acabam sempre bem.


Estou no comboio, numa viagem que faço regularmente. O Porto fica sempre para trás. Levo-o só no olhar. Quando atravesso o Douro, já
o meu pensamento voa longe, e o sonho enche-me de ansiedade e esperança.

Imagino-te a entrar no comboio. A tua estação é bem perto da minha. Estou distraída e não te vi entrar. Perdida no meu sonho não te senti aproximar. Não notei que afinal estava a viver o sonho...


Sentas-te ao meu lado como se fosses um passageiro qualquer. Como se também não soubesses que eu estou ali...


Sinto um click! Algo despertou o meu coração. Foi talvez o teu cheiro, a tua postura, tudo o que sempre conheci em ti. Foi talvez o qu
e senti em mim quando ouvi:

- Estou aqui. Acabo de entrar na tua vida, de novo. Desta vez, para sempre! Vou fazer esta viagem contigo. Como farei todas as viagens, ao teu lado. Todas as que fizeres a partir de hoje!


Abres o jornal com naturalidade. o sorriso matreiro
denuncia-te.

Eu não sei o que pensar. o que se sente quando o sonho se torna realidade?


E não consigo dizer nada. Nem quando olhas para mim, fundo! Nem quando me tomas num abraço, e me sinto nos braços onde vou ficar para sempre...



sexta-feira, março 13, 2009

5 dias


Têm sido intensos estes últimos dias... Defeitos e virtudes todos à flor da pele... O controlo a cada palavra, a espontaneidade a cada acto.



São dias em que testo quem sou. Eu num grupo não muito pequeno, em terras que ninguém conhece, com tarefas que nunca fizemos juntos.



Porque nunca tinha acordado com a história da Mulan, nem adormecido com 10 pessoas ainda acordadas no quarto.



Porque é uma realidade diferente para cada um de nós. Dentro do grupo, nas ruas, no convívio connosco e entre nós.



São dias que se vivem intensamente. Cada conversa, cada passeio, cada discussão, cada risada. Partilhamos fraquezas e conhecimentos. Conjugamos habilidades e avançamos juntos. Tomamos decisões sem que ninguém se prejudique: "Desta vez cedo eu, da próxima cedes tu!"



Em apenas 5 dias, aquilo que se vive dava para escrever páginas e páginas. Aquilo que se cresce dava para abdicar de alguns meses vividos normalmente.



E é maravilhoso reparar como tantas pessoas tão diferentes se conseguem entender tão bem, 24 sobre 24 horas... Só mesmo com alguma maluqueira à mistura... Só mesmo se cada um estiver disposto a partilhar, a viver com o outro.



Bastaram problemas que resolvemos juntos, caminhadas e passeios de bicicleta, horas de dormir, acordar juntos, para perceber que é fácil tudo acontecer. É fácil não haver problemas e confusões. É fácil darmo-nos todos bem, quando estamos todos dispostos a que isso aconteça.






A intensidade com que se viveu os últimos dias, faz-se sentir no regresso a casa...


Que maravilha tomar um banho num wc de total confiança, andar descalça no quarto.


Que maravilha apanhar o comboio de regresso à rotina, com a mala cheia de recordações, todas as que acumulei por esse mundo fora, em 5 dias.


Londres, Amesterdão, Roterdão, Eindhoven, falarão da nossa presença para sempre. Ficarão, para sempre, marcadas em nós, como ficam em papel fotográfico.


São cidades que assistiram às aventuras e desventuras de um bando de 14 loucos que estavam ali para aproveitar ao máximo e deixar a sua marca.


E 5 dias bastaram... Para rir, gargalhar, sofrer, passear, correr, caminhar, pedalar sem destino, conhecer, aprender...


5 dias bastaram para eu mudar, para sentir em mim o bichinho da mudança, aquela vontade de conquistar o mundo! Qualquer um nota ao olhar para o sorriso que tenho pregado no rosto, constantemente, para a força que estou capaz de transmitir, o desejo de vida!


Há quanto tempo não me sentia assim? Parece que estou apaixonada. Parece que ouço os passarinhos. Parece que o mundo mudou de cores. Parece que tudo é mais fácil.


E não foi preciso quase nada... Apenas 5 dias. O tempo e o lugar certos, as pessoas ideais.


Estou nova, feliz! De 0 a 10? 9,5! Só para não dizer que sinto a felicidade plena! :D



quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Destino?

Nunca tinha perguntado a mim mesma se será certo aquilo que faço... Perguntei hoje! E o meu pensamento leva-me a questionar o destino... Ando em perguntas retóricas que poucos saberão responder!
Terá o destino programado isto tudo para mim? Tal e qual como estou a viver? Ou já fiz muitas alterações que não estavam previstas, e o destino teve de se adaptar às minhas decisões?...
Gosto de acreditar que estou no caminho certo, a cumprir o meu destino.
Há quem diga que é bom termos aquela sensação de "deja vu", significa que estamos no caminho certo. Como se fossem "check points", onde se verifica que estamos a cumprir o nosso destino. E eu tenho essa sensação constantemente...
Mas quando penso nessa coisa do destino, quando penso a sério nisso, sinto-me prisioneira! Porque se o nosso destino está traçado e não podemos fugir-lhe, o que estamos aqui a fazer?
É certo que é óptimo viver e tomar todas as decisões, ter dúvidas e ficar feliz quando tudo corre bem. Mas afinal era suposto ser assim, não fizemos nada de extraordinário...
Não tem piada nenhuma pensarmos que amanhã vamos tomar determinada decisão, vamos viver determinado momento, simplesmente porque estava destinado que isso acontecesse.
Não quero pensar nisso! Não quero que a minha vida estaja destinada esta ou daquela maneira! Quero poder tomar todas as decisões! Quero ser livre e independente! Quero viver com projectos, mas com a aventura de mudar tudo quando me apetecer! Quero poder ser livre de ser feliz a qualquer momento, de chorar a qualquer momento...
Não simplesmente porque estava destinado que assim fosse...

sábado, fevereiro 14, 2009

Segredo...

Tenho um segredo...
E queria escrever sobre ele... Queria dizer aquilo que sinto...
Mas não posso!

Tenho um segredo...
E é como se o meu coração estivesse sujeito a uma qualquer censura.
Sou tomada por uma ânsia, uma vontade de gritar!

Tenho um segredo...
Mas queria dizer tudo, sem que o mundo soubesse. Só para me libertar deste aperto...
Mas não posso! Porque sei exactamente o que sinto, e porque não devia senti-lo... Porque não é a altura certa, nem o certo!

Tenho um segredo...
É maravilhoso... O mundo sorri =)

Mas agora é um segredo só meu!
E não vou partilha-lo com ninguém!! =P


Até breve meus leitores...
Darei notícias quando a PIDE permitir! =D

sábado, fevereiro 07, 2009

Sem escrever...

Hoje não escrevo... Recito!
Hoje não invento... Copio!

Porque li aquilo que queria escrever.
Porque alguém já viveu aquilo que acabei de inventar...



Novo Agosto


Partiste, finalmente
Partiste do meu querer-te


Na alma resta um traço, um vestígio

Que um dia habitaste o meu corpo

Na vida um gosto remoto da tua pele

Um travo longínquo do teu ser


Partiste

E fui assenhorando-me aos poucos

Do espaço que era teu, do meu corpo liberto

Do amor que estava preso em ti e, hoje, sou

De novo dono de mim


Partiste finalmente de mim
E até a casa rejubila, o sol entra a rodos

Os estores abrem-se ao mundo e já

Não temo ver os abraços, o riso, o amor

Dos outros, todos os dias


Partiste e as penumbras secaram

O vazio já não supura e a cicatriz

Com o teu nome, descobri, afinal

Que suavizou


E mais te digo, sem te dizer e sem

Me ouvires, que felizmente partiste

E eu cheguei de novo até mim

Por fim


Poemas do sentir - Maria Paula Marques



E foi para ti...
Que tantas vezes escrevi, sem recitar.
Que tantas vezes inventei, sem copiar...

E é para ti, que agora escrevo sem escrever.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Novo conforto

Quanto tempo demorar a instalar-se uma amizade?
Quanto tempo passa desde que vemos alguém pela primeira vez até ao dia em que a olhamos como um verdadeiro amigo?

É extraordinária a rapidez que com que se faz uma amizade...
O tempo que passa entra a primeira impressão e a amizade eterna, pode ser mínimo!

Bastam algumas horas para percebermos que aquela pessoa que acabamos de conhecer pode ser nossa amiga.
Nas conversas descobrimos tantas coisas em comum... Gostos, maneiras de pensar, ideias, objectivos...
E se o nosso sexto sentido nos diz que em tudo há sinceridade, confiamos! Queremos saber mais, confiar ainda mais!

Não há nada melhor que os amigos. Não há nada melhor que um novo amigo. Não há nada melhor que sentir um novo amigo verdadeiro.
Pode chegar bem perto de um novo amor... Há toda uma descoberta, uma aventura, exploração da novidade!
Há a satisfação de termos alguém com quem partilhar o nosso dia-a-dia, de sermos nós próprios sem medos!
E queremos mostrar o nosso mundo, e conhecer o mundo daquele que ser tornou especial.

Um novo amigo nunca vem substituir antigas amizades. O novo amigo vem ocupar, no nosso coração, um lugar, que sem sabermos, estava guardado à espera...

E como sabemos distinguir entre todos os conhecidos, aqueles que são amigos?
Não sabemos. É algo que sentimos sem perceber. Damos por nós estamos a conversar como se já nos conhecessemos. A confiar plenamente... Temos sorrisos cúmplices e segredos! Queremos partilhar... porque é isso que se faz com os amigos! É isso que gostamos de fazer!

E de repente... Olhamos com amizade! Aquele sentimento que traz tantas coisas maravilhosas!




A todos os meus amigos: Obrigada!

A ti:

http://www.youtube.com/watch?v=AfvTjFZBcVI

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Sim, principalmente para ti!

Nem te desejei Bom Ano.
Foi bom o ano que passou? Decisivo, não foi? Quando se tem uma cartola na cabeça e uma bengala na mão parece que as preocupações aumentam.

Este ano vi-te a trabalhar muito responsável. Sim, vi! Como se já fizesses aquilo desde sempre. Ajudar os outros sempre foi o que quiseste. E ali pude ver o teu futuro. Como se fosses vestir uma bata eternamente. Como se para sempre tivesses um bebé ao colo, em casa ou no trabalho... Vi os teus projectos? Ou os meus sonhos?
Também te vi eufórico, numa altura do ano que sempre gostaste. Sei que a tua vida também passa por momentos desses. Porque sabes aproveitar cada dia. Porque não perdes a cabeça, nem no 8 nem no 80. mas sempre gostaste de uma boa borga. Rir muito :) Com um sorriso aberto... lábios fininhos...


Pensei muito em ti, este ano que passou. Talvez por não teres pensado nada em mim... Não foste amigo. Não foste o amigo que eu estava habituada... Mas finjo que estou num daqueles grupos de dependência, tipo Alcoólicos Anónimos, e digo que já ultrapassei a tua indiferença. Obriguei-me a respeitar as tuas opções, sem as entender. E como podia?
Passei o ano a lembrar-te. Precisei de ti perto de mim, quando estavas cada vez mais longe. Quis partilhar o bom e o mau. Quis dar abraços de felicidade e de consolo. Quis falar horas a fio, e rir, e chorar. E não é isso tudo que queremos dos nossos amigos?
Mas estiveste longe...
Voltarás? Este ano? Um dia...
Quero um ano maravilhoso para ti! Sim, principalmente para ti. Porque os amigos merecem um ano cheio de momentos de grandeza. Que sejam mais os momentos de encontros... Contigo, e contigo mesmo!
Bom Ano trengo!

sábado, dezembro 27, 2008

Ver o Natal...

Tinha prometido a mim mesma que nao iria escrever sobre o Natal. Porque? Porque é smepre a mesma coisa! Chega a esta altura e toca de escrever sobre tudo o que envolve esta quadra que toda a gente gosta: é o amor, a familia, os amigos, as prendas, a troca de sentimentos profundos, os quilometros percorridos para estarem todos juntos...



Mas como poderia deixar passar este tempo sem um registo? Como poderia deixar passar "em branco" este turbilhao de sentimentos? Não podia!



E nao podia porque este Natal não foi igual aos outros. Claro que teve tudo aquilo que um Natal deve ter. Claro que teve tudo o que o meu Natal sempre teve. Mas não foi igual aos outros...



Este ano eu estive diferente. E talvez não consiga explicar porquê...



Este Natal estive virada para mim mesma. Se calhar numa atitude um pouco egoista, não mandei tantos postais como era costume, não enviei mensagens de "boas festas". Precisei de ter a certeza se sempre estive a lutar por quem merecia. Precisei de ter a certeza que ainda sou a mesma menina que sempre vibrou com o Natal e tinha medo do Pai Natal.



E afinal sou mesmo... Já cresci muito e ainda acredito no Pai Natal , mas já nao tenho medo dele :)






Este ano há qualquer coisa em mim que me faz despertar para algo que ainda não conheço... Uma realidade diferente daquela que não estava habituada. É a minha realidade, mas ainda não tinha tomado consciencia dela.



Sou um Eu mais calado, mais tranquilo. Gosto de observar os outros, e que sorriam para mim. Só quero fazer o que me apetece e tudo o que me faz sentir bem. Só quero estar com quem gosta de mim e me faz sentir especial. Sou eu a tomar conta de mim :D






E o meu Natal foi assim... de observaçao! Foi bom poder estar com quem sempre estive e fazer as coisas que sempre fiz, mas ver! Não simplesmente olhar e passar pelas coisas... Ver!



E é optimo ver tanta gente aterefada a tratar do Natal. A mãe e a avó na cozinha, duas geraçoes a cheirar a rabanadas e filhoses! Pais e filhos de passeio pela baixa, em compras de ultima hora, ou simplesmente a cumprir tradiçoes! Crianças a vibrar com caixas enormes e embrulhos coloridos.



Eu gosto do Natal... Sempre gostei! Mas este ano, olhei-o com olhos de ver!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Tu... Simplesmente...

Pareceu-me família. Uma casa aconchegante, que vou conhecendo aos poucos.
Enfeites de Natal por todo o lado. É o teu lado banal, como uma pessoa igual a tantas outras.

Senti-me parte de tudo. Não como uma estranha, não uma simples conhecida. Acolhida. Recebida de olhos abertos. Braços fechados num abraço. Simples. Quente.

Não há temor, nem tremor. Há calma, segurança. Conforto, confiança.


Pareceu-me família. Apeteceu-me uma mesa cheia de ti e daqueles que fazem parte do teu mundo. Uma luz baixa, vermelha, quente. E eu. No teu lado desconhecido. Numa descoberta constante daquilo que és quando o mundo não vê.


Pareceu-me ver-te de verdade. Por escassos momentos. Olhos nos olhos, sem máscaras. És melhor assim, nu!

E eu sinto-me... eu! Aquela que sou quando o mundo não vê. Sou melhor assim, nua!




Quero ter-te sempre assim. Família!
Num acto de egoísmo, por me sentir privilegiada.

Num acto de amor, por querer cuidar de ti, te querer bem!

Num acto de respeito, por aquilo que sou, que és, que somos!

Num acto de coragem, por querer entrar no teu mundo!


Passará a minha vida muito longe disto? Farei talvez alguns desvios para ti. Com a certeza que vou voltar sempre ao meu Itinerário Principal...