quarta-feira, dezembro 30, 2009

2009/10

Amanha termina 2009.

Termina esta década sem nome.



Em todo o lado se diz que estes últimos anos foram os de maior mudança. Decisivos, inovadores, diferentes. "A década que virou o mundo ao contrário!"



Há quem diga que agora é que vão começar as verdadeiras mudanças. Praticamente o fim do mundo! Porque não estamos preparados para o que aí vem, a Era de não sei que singno!



Amanha termina 2009.

Não me escapo do balanço dos últimos 12 meses. Resumo com um desejo, em tom de declaração: "se 2010 for tão bom como este último, não estamos nada mal!"



Foi um ano tão completo!

Viajei bastante. Conheci este mundo e o outro, do outro lado.

Ri muito, muito. Chorei o quanto baste, para manter o equilíbrio!

Experimentei tantas coisas novas, a tantos níveis, que me pareceu que vivi mais que 365 dias!



Foi um ano de conhecimento: lugares, pessoas, vivências, matérias! Tudo novo! Tudo a preencher-me de sabedoria, de um fôlego totalmente renovado!



Foi um ano maravilhoso!

E 2010 fica muito a perder com isso, porque vai ter de fazer muito para exceder as expectativas. Vai ter de fazer? Ou vou ter de fazer? Eu vou, e vou conseguir superar-me neste ano que aí vem! Talvez um ano ainda mais decisivo. Talvez um ano ainda mais dificil. Mas não um nao de impossíveis!



Feliz 2010! Um grande em grande que vem aí!!

domingo, dezembro 27, 2009

Se soubesse o que sei hoje!


- Ainda ontem íamos para Lloret... E hoje já estamos a pensar em maneiras de segurar os nossos filhos de uma vida precoce!


- É a vida! O tempo não pára...

E desde que não tenhamos muitos "se eu soubesse o que sei hoje!", a vida não vai nada mal...


Eu tenho alguns, que preferia não ter (claro!)... Mas lido bem com isso!


Admiti-lo significa que já é tarde demais.

Admiti-lo é quase como ter consciencia que perdemos e já não há volta a dar!


E se eu soubesse o que sei hoje? O que faria? Muita coisa diferente?

Mas afinal não sou hoje fruto de tudo aquilo que fiz? Tudo aquilo que fiz e que se calhar não voltaria a fazer?


Se soubesse o que sei hoje talvez não tivesse dito Adeus, talvez tivesse dito Até Já

Mas e tudo o que vivi por ter dito Adeus? Não teria sido igual... E já fui tão feliz depois disso. Teria sido infeliz se tivesse dito Até já?

Acho que nunca saberei...


Se soubesse o que sei hoje talvez tivesse dado mais atenção a outras coisas, a outras pessoas.

Teria sido eu melhor pessoa por isso?

E se, pelo contrario, tivesse dado mais atençao a mim mesma, se soubesse o que sei hoje?


Tinha feito coisas diferentes? Sim, se calhar tinha.

Mas não tinha vivido como vivi.

E chegaria ao dia e hoje e diria: "Ai... Se eu soubesse o que sei hoje!"


Não podemos voltar atrás. Não podemos adivinhar o futuro e ter acesso as opçoes antes de tomarmos os caminhos. Nunca saberemos se fizemos as escolhas certas.

Só temos de viver! Com o minimo de arrependimentos, de magoa!

Vamos ser felizes sem pensar que seria diferente se soubessemos o que sabemos hoje...

terça-feira, dezembro 22, 2009

Mas a culpa é tua, Tatiana!


Quem é que te disse que todos os amigos são amigos para sempre?

Porque é que te convenceste que confiando uma vez, podias confiar outra e outras vezes?

Não aprendeste nada na vida? Não sofreste ja o suficiente com os outros?

Lá porque alguem foi teu amigo antes, não quer dizer que vá ser teu amigo mais tarde... Já devias saber isso! Já não devias ficar triste... Já não devias andar atrás e desiludir-te cada vez que dizes Olá!

Porque é que continuas a fazer isso? Deves ter um quê de masoquista...


Não percebo... Há tanta gente neste mundo! Há tanta gente que gosta de ti! Porquê andar preocupada com aqueles que nada fazem por ti?

Tens de ser egoista! Olhar para ti mais um bocadinho.

Não te desiludas quando não te respondem a uma mensagem! Não insistas em falar com alguem que não se esforça para falar contigo!

Não vale a pena!

Há pessoas que já não valem a pena!


Desiste deles e delas! Não de ti...

domingo, dezembro 13, 2009

Um olhar e um beijo

Pensei que o teu olhar me tinha engando.


Pensei que o meu olhar te tinha enganado.


Mas afinal olhámos sinceros.


Afinal fomos transparentes.


Quando fugimos o olhar.


Quando sorrimos com os olhos.


E transmitimos o quê?


E dissemos o quê?


Nada! Quase nada!


Tudo num toque.


Tudo num beijo.


Aquele nosso primeiro.


Aquele que decidiu mais.


Pioneiro de um tempo longo.


Pioneiro de tantos outros


Que senti sinceros


Plenos de desejo e sufoco






sexta-feira, novembro 27, 2009

Há meses que não via o mar... Três meses!

E ontem vi. Quando regressei à rotina. Agora que voltei à vida que me espereva.

Que saudades!!!

No outro lado do mundo não vi o mar... Muito menos este "meu" mar!

E ontem vi. Sentada à janela, de costas.

Vi o mar, revoltado e tempestuoso.

Menos perto do que queria. Menos tempo que ainda quero... Para matar saudades!






Para Sul

Quero ir para Sul

Mas sem esquecer o Norte

O Norte

Onde me recolho

Onde me revejo

Mas é para Sul que quero ir

Onde me procuro

Onde me reencontro

Com uma mão

Prendo-me ao Norte

Com a outra tacteio o Sul

Quando para lá me dirijo

Olho à esquerda

Onde está nascente

Que me sopra energia

E me empurra

Para um novo dia

Espreito à direita

Onde está o acaso

Que me absorve para a noite

Onde me recomponho

E onde me curo

E sigo para Sul

À procura, lá no fundo

Talvez me aviste

Talvez me encontre

A olhar para mim

Lá ao fundo

Já sem Sul

E virada para o Norte

Onde tudo recomeça



Maria Paula Marques, Poemas do sentir

Hoje, e nao Amanha

Prefiro que partilhes ocmigo uns poucos minutos, agora que estou viva, e não uma noite inteira, quando eu morrer.

Prefiro que apertes suavemente a minha mão, agora que estou viva, e não apoies o teu corpo sobre mim, quando eu morrer.

Prefiro que me faças uma só chamada, agora que estou viva, e não faças uma viagem inesperada, quando eu morrer.

Prefiro que me ofereças uma só flor, agora que estou viva, e não me envies um formoso ramo, quando eu morrer.

Prefiro que me digas umas palavras de alento, agora que estou viva, e não um dilacerante poema, quando eu morrer.

Prefiro escutar um só acorde de guitarra, agora que estou viva, e não uma comovedora serenata, quando eu morrer.

Prefiro desfrutar de todos os minimos detalhes, agora que estou viva, e não de grandes manifestaçoes, quando eu morrer.

Prefiro escutar-te um pouco nervoso dizendo o que sentes por mim, agora que estou viva, e não um grande lamento porque não o disseste a tempo, quando eu morrer.

terça-feira, novembro 17, 2009

Inevitavel

Tenho um livro na prateleira que nunca antes tinha lido.

Não é meu! Foi oferecido ao meu primo e, há uns tempos, ele emprestou-me para ler. Trouxe-o para casa mas nunca tinha pegado nele.

O livro chama-se "Inevitável" e o autor é A. Jorge Oliveira.


Já estava deitada, pronta para apagar a luz, quando decidi pegar neste livro que nunca tinha despertado a minha curiosidade.

Começo a ler a capa de trás... E tudo faz sentido! Impressionante como decidi le-lo agora!


"(...)

Sinto que vou conseguir dormir em paz hoje. Amanha espera-me outro dia. Talvez vá visitar outras ruas ou descer um pouco mais até ao mar. Sabe bem sentir curiosidade novamente. Apetece-me rever tudo, menos as pessoas. Não que sobrem muitas das que me irritavam, mas ainda assim, rostos familiares são mais desagradaveis do que lugares familiares. Os lugares são observados e é tudo. Os rostos observam-nos de volta. Por vezes o mais duro é sermos observados através deles por nós mesmos. Ver em nós aquilo que costumam ver, por mais incoerente que seja essa visão. Talvez um olhar seja a semente necessaria para a injustiça germinar, proliferar e contaminar o que nos rodeia. Não importa agora. Tudo o que quero é desabar nesta cama. Pelos vistos o colchão é o memso. Até isso. Era bom dormir aqui. Julgo que ainda será. Sim, continua confortável. Mais ainda do que me lembrava. Estou a ceder. Cansço. Sono. Confusão. Estou mesmo aqui? Mal consigo crer. Não penses, fica quieto. Isso mesmo, estás quase lá. Descansa. Feito.

(...)"


E foi assim. Sem paragrafos, numa confusao de palavras, que alguem escreveu quase tudo o que eu queria dizer.


Cheguei! Ao mesmo lugar, às mesmas pessoas, à mesma rotina. A querer ver, sem ser vista. Ouvir sem falar.

Continua tudo na mesma. Se calhar só eu mudei...

segunda-feira, novembro 16, 2009

Change

Não gostei de ti ontem...

Não tenho gostado de ti nos últimos tmepos...

Mudaste, muito! E não gosto de ti assim...


Não acontece só contigo...

Tem acontecido com muita gente!


Será que também mudei?

Será que também já não gostam de mim?


Como me posso adaptar a tanta mudança?

Seremos assim todos mutantes?

domingo, novembro 15, 2009

E depois de tanto tempo longe...



Como transmito tudo o quer vivi? Como digo tudo o que aprendi?



Foram tantas as coisas que aconteceram. Não sei por onde começar. Não sei o que contar. Não sei se quero partilhar tudo. Ou nada...



Apetece-me só ouvir. Matar saudades das vozes e dos sorrisos. Saber tudo o que se passou na minha ausencia. E queria ver tudo o que não vi, tudo o que só tenho aqui, e que me fez falta.

Apetece-me contar aos poucos. Responder a todas as curiosidades e contar as estórias que me vou lembrando... Hoje, ou amanha, ou depois.

Apetece-me abraços! Daqueles que nos dão as boas-vindas, daqueles que estão carregados de saudades. Abraços felizes, daqueles que fazem parar o mundo, porque era tudo o que precisava.



Agora, aqui, olho para tras e pergunto: "O que é que fizeram 2 meses em mim?", "O que aconteceu em mim?"



Durante 2 meses reflecti, longe de todos. Reflecti sobre as amizades, a familia, o amor. Sobre todas as relaçoes... Durante 2 meses quis aperceber-me do que era realmente importante. Quis saber quem valia mesmo a pena... Descubri como e para onde (mereço) direccionar esforços e prioridades.



Foi dificil deparar-me com as saudades. Foi dificil optar por "fugir", como se desaparecesse por algum tempo. Foi dificil resistir à vontade de ligar a todos e contar novidades...

Mas ao fim de tanto tempo, estava a precisar disso... De me afastar. De alguma maneira testar-me e testar relaçoes!



E depois de tanto tempo longe...



Tudo muda!

quinta-feira, agosto 27, 2009

I miss home already...

Faz tempo que não escrevo...

Este último mês não foi de exteriorização. Este último mês foi de absorção, contemplação, aproveitamento...
Quis ter a certeza da vida que tenho. Quis aproveitar ao máximo tudo o que mais gosto. E consegui!

Agora vou para o outro lado do mundo, com o coração cheio. Com vontade de ir. Com a certeza que a minha vida deste lado vai estar aqui, à minha espera.
Não vou voltar a mesma. Virei mais sábia, preenchida. E retomarei a vida com outro sabor.

Este último mês, com algum cheiro a despedida, descobri que são poucas as coisas de que vou sentir verdadeiras saudades.
Vou sentir falta da família, claro, e dos amigos. Da minha casa, do meu lugar confortável. Do mar e das tardes a olhá-lo.

Neste mês que passou vivi, vivi muito. Fiz o que quis, onde e quando quis, com quem quis. Ri muito, chorei quanto baste. Iludi-me e desiludi-me. Não falei muito, mas ouvi bastante, porque quero levar comigo as palavras dos outros...

É já manhã que parto... As malas estão prontas e o check-in também!
Nunca antes estive tanto tempo tão longe! As expectativas são altas e eu vou aproveitar ao máximo!

Como disse uma vez alguém: "Vou ali crescer, venho já!"

Volto em breve!