segunda-feira, maio 10, 2010


"Tita Sempre"


Foi o que escrevi na bancada da vossa barraca. E ali, o sempre fez todo sentido.


Porque conheço-vos desde sempre. Porque desde sempre que participamos da vida uns dos outros, umas vezes mais de perto, outras mais longe.


Durante as 3 noites que passei convosco, ali num lugar de total euforia, muitas palavras foram de carinho, e relembrámos tanto, e fizemos tantas promessas de amizade. Apeteceram-me abraços, e dei-os, no meio de olhares cúmplices, daqueles que se trocam com quem já se viveu muitas coisas.


Nós, sim, sempre fomos amigos. E apesar de agora não partilharmos o dia-a-dia, conseguimos ainda partilhar muitos segredos e experiências.


Convosco sinto-me segura, aconchegada, acarinhada. Sei o que esperar de todos vocês, porque apesar de tudo o que já passámos separados, nada mudou entre nós. E continuamos os mesmos, entre nós.


Tenho-vos, aos 5, no meu coração, num espacinho dedicado a cada um. Tenho-vos no meu coração como tenho na minha parede! Sim, há uma foto vossa no meu quarto, na parede das pessoas importantes. Para vos poder ver todos os dias, desejar bom dia e dizer que gosto muito de vocês!


É maravilhoso saber que não vamos desaparecer nunca!


domingo, maio 02, 2010

Coragem

Quantas vezes não fazemos as coisas só porque não temos coragem de as fazer?

Quantas vezes queríamos mesmo fazer uma coisa, e quando chega a hora falta-nos coragem?

E quantas coisas já deixamos de fazer por isso?


Estou numa de contrariar a tendência, de me contrariar, de não ter medo, de não me faltar coragem!!

Vou ficar pior se as coisas não correrem bem, ou se não as fizer?

Resolvi que não tenho nada a perder!


Posso mostrar-te o que desejo, com um olhar penetrante, sem ter medo que desvies o teu olhar.

Posso deixar-te uma mensagem no vidro do carro, sem ter medo que rasgues o papel mesmo sem o leres.

Posso dizer-te que não quero dar-te mais de mim, sem ter medo que nunca mais me fales.

Posso admitir que tenho saudades tuas, sem ter medo se também tens saudades minhas.


Resolvi que posso fazer tudo! Tive coragem! E fiz! Não perdi, porque não tenho medo!

Fico melhor assim, sabendo as consequências! E não tivesse feito o que queria, nunca saberia o que podia acontecer...


E quantas coisas vão, agora, ficar por fazer, por falta de coragem? Poucas! Pouquíssimas!

segunda-feira, abril 19, 2010

Gosto disto que temos!

Já uma vez escrevi sobre ti. Daquela que foi a primeira.

Mas quem és tu afinal?

És apenas aquele que me acolhe de vez enquando em momentos fugazes?

És apenas aquele que me faz querer parar o tempo, naquelas horas, naquele lugar?


Nunca quis que entrasses no meu coração. Descobri agora que afinal o meu coração tem espaço para muita gente.

Como uma casa onde cabe sempre mais um. Não há quartos para todos, mas na sala há sempre um bocadinho de chão onde mais um se pode acomodar.

Eu acho que tu não tens direito a uma suite grande só para ti. Mas não estás, com certeza, a dormir no chão da sala!! Porque tu aconchegas o meu coração e o meu corpo, com palavras doces, e o teu corpo!


Gosto disto que temos... Casual, intenso, feliz, sem culpa, sem obrigação. Temos responsabilidade e consciencia. Temos a saudade suficiente para que seja bom. E é bom porque transformamos horas sem significado, em momentos magnificos de cumplicidade.

E é bom porque não deixas que esteja tão só. Porque deixas que entre na tua vida de vez enquando. Sem saber muito de ti, e de mim.

Melhor por isso!!

Gosto disto que temos...

sábado, abril 17, 2010

Vale a Pena!

Vale a pena...
Valem sempre a pena aquelas horas de final de semana na tua companhia.
Fazer viagens sozinha custa. Todas as viagens sozinha custam. E por isso vale a pena a tua companhia, nem que seja apenas só, até um terço do meu regresso a casa!
Aparentemente seriam poucas horas, mas o destino quis que nos fizéssemos companhia durante mais um bocadinho. Pudemos por isso assistir à melhor parte dos dias de chuva: aquele fim de tarde dos dias de Primavera e Verão. Choveu todo o dia, mas, no por-do-sol, o céu está aberto e o sol desenha contornos brilhantes nas nuvens cinzentas, o ar pode entrar pela janela do carro sem nos arrepiar, o ambiente está fresco e nós podemos respirar profundamente, em paz!
Conversamos, cuidamos, rimos, lembramos, sonhamos de olhos abertos e fechados.
A Tatiana que esteve contigo naquelas horas, sou eu mesma! Eu própria, sincera, com todos os defeitos, qualidades e feitios. Viste bem como sou? Não consigo ser senão eu mesma, contigo! E isso é que faz com que aquelas horas valham tanto a pena.
É tão pouco o tempo que partilhamos. É tão pouco comprado com aquele que gostaríamos de partilhar. Tão pouco que arranjamos todas as artimanhas, aproveitamos praticamente todas as oportunidades.
É especial. Não é em todas as amizades que isto acontece. Vale a pena por isso! Vale a pena cada minuto!



"Gostei do que escreveste na fotografia!" Gostei de ter escrito. Foi sincero, directo do cantinho que te pertence no meu coração!


"Vale sempre a pena quando a alma não é pequena!" E a nossa é grande!!

segunda-feira, abril 12, 2010

Tenho-te sem ti

Tenho-te na escuridão e no medo. Sei que te tenho só quando não és mesmo tu!
Porque beijas e abraças de uma forma instintiva, sem pensar. Quando pensas parece que cais na realidade. E queres sem querer, não queres, querendo.
Se demorasses mais tempo a cair na consciencia, eras meu por um maior espaço... de tempo. Mas depressa te lembras onde estás, com quem estás, e quem sou eu. Nesse momento tão rápido não queria ser eu. Seria apenas aquela que desejas na insconsciencia e no instinto. E só aí te teria na luz, sem medo!
Eu não sei porque me encontro, com tanta facilidade, com homens como tu, capazes de serem, normalmente, frios com o olhar. Como se a natureza vos tivesse moldado dessa forma. Na realidade, a vida moldou-vos dessa forma.
Porque são verdadeiramente quentes, com fogo no olhar. E eu não queria que fossem tão raras as vezes que me mostras esse olhar, sem medo.
Talvez leve tempo, confiança. Talvez noutro tempo, noutro lugar. Talvez possa esperar por ti em plena consciencia. Ou talvez tenha mesmo de ser assim, e só para mim é que são raros os momentos de olhos quentes. Talvez não sejam para mim destinados.
Procurarei outros, para ver na luz. Na escuridão terei sempre os teus: claros, novos, desejosos de viver!

sábado, março 27, 2010

Corações surdos

Num livro de crónicas, hoje li algo que, mais uma vez, fez sentido. Não propriamente neste momento. Não necessariamente neste momento. Mas porque já passámos por isto, porque ainda há replicas...

O texto intitula-se Surdos do Coração, e cita também uma frase de António Lobo Antunes: "Quando um coração se fecha, faz muito mais barulho do que uma porta."


(...)

Mas o que dói mais é saber que alguém que ainda amamos, por medo e por sofrimento, nos fechou o coração. O som é igual ao de mil tambores em fúria: não vale a pena falar, não vale a pena escrever, não vale a pena tentar chegar ao outro lado, saltar o muro, enviar emissários, içar bandeiras, fazer cimeiras, apanhar aviões e levar na mão o nosso coração como presente porque ele já não o quer. Quando o outro coração se fecha, deixa de ser nosso. E quando um homem fica surdo do coração, como é muito mais prático do que uma mulher, em vez de chorar e lamber as feridas, oferece-o a outra mulher.

(...)


Não sei se foi o caso. Não sei se o ofereceste a outra mulher. Na verdade acho que nunca soubeste que muitas vezes levei o meu coração na mão, como presente. Como eu não soube que já tinhas fechado o teu coração, enquanto eu corria para ti, falava de ti, apanhava comboios e escrevia cartas sem fim...



Dói muito quando o outro coração fica surdo, porque não fica só surdo, fica mudo também!

sexta-feira, março 05, 2010

I hate you!

I want to say "I hate you!"

I want to say it, because you weren´t there!

No, you were... but you didn´t do anything.



There was a time that you were there. Along time ago, i can see that now!

But you were there, with a kiss, a hug, with your friendship and love...



I miss it, i miss you!



But now, i want to say "I hate you!"

You left without a word... You left me! Me! How could you? Why did you?



I hate you, because i can´t understand you!

I hate you, because there was a time that i loved you...

I hate you, because you are the one who make me suffer the worse pain!



And now that i need, you are not here, like you were before...

I hate you for that!



The present changed the past... It´s not fare that some people can´t move with us to the future...

But i´m moving on, without you! Hating you, but without you!


segunda-feira, janeiro 25, 2010

A tua imagem!

Não consigo tirar esta imagem da minha cabeça. A imagem de quando te vi ontem.

Ontem? Já nao foi ontem! Parece que foi ontem... Passou tanto tempo, mas desde aí que nada mais aconteceu na minha vida.

Vi-te... E não foi a primeira vez! Mas pareceu que foi pela primeira vez!

E não ocnsigo tirar esta imagem da cabeça...

Não parecias tu. Não parecias aquele que eu já tinha visto. Parecias alguém que eu há muito queria conhecer. E sabia que estavas aí, algures em ti! Mas eu ainda não te tinha visto...

E ontem vi! Como se nunca te tivesse visto. Olhei-te de verdade, como se não tivesses nada mais a esconder.

Parecias intransponível, mas, para mim, estavas nu! Transparente...

Os meus olhos viram-te, pela primeira vez! E agora não consigo tirar a tua imagem da cabeça.
Mesmo sem nutrir qualquer sentimento especial. Mesmo sem esperar nada. Mesmo sem razao... Não és tu que não me sais do pensamento, é a tua imagem não me sai da cabeça!

sábado, janeiro 23, 2010

luz... de novo

Tenho estado longe...

Longe das pessoas, da escola, dos colegas.

Tenho estado longe do mundo! Perto do meu mundinho...


Fechei-me me casa com uma otite. E além me perguntou: "O que é que ouviste, que não querias ouvir? Ou o que é que querias ouvir, e não ouviste?"

Será assim tão simples? Não quero acreditar que todas as dores que tive explicavam-se simplesmente com o que queria, ou não, ouvir...


Mas não interessa... A verdade é que aproveitei para me fechar em mim. Começar o ano comigo mesma. Ficar na cama até tarde... Rever a vida e sorrir, chorar! Pensar no novo ano e fazer planos! Só eu, no meu mundo! Em silêncio...


Passaram horas, dias, uma semana inteira! E quando saí, parecia que a rua não me pertencia. Durante o inicio da semana redescobri os caminhos e lugares, a pairar, como se só o meu corpo estivesse ali. Acordava e levantava-me porque sim, porque tinha de ser!


Mas ontem, acordei pronta para recomeçar! Tinha acabado o tempo de meditaçao e eu ia voltar ao mundo! Sabia que o sol ia voltar a brilhar. E brilhou! Durante todo o dia, e até durante a noite! O meu Sol voltou! E voltou para ficar! Sem medo, sem angustias. Sem tristezas, nem ressentimentos.


Depois de um tempo sem luz, a olhar para dentro... O meu Sol vai fazer os meus olhos brilharem, quando olharem o mundo, quando olharem fundo noutros olhos, noutros lugares!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Ver o mar!






Ia ligar-te para te pedir que me levasses à praia. Quero ver o mar! Estar sossegada a ver o mar, a sentir a areia debaixo dos maus pés. E queria-te ao meu lado...


Ia ligar-te a dizer que estava a ir ao teu encontro, para me levares à praia. Assim de repente, como fomos num passeio comprar queijo... Bastou-me descer as escadas!


E ia ligar-te para deixares tudo e me levares à praia. Sentares-te ao meu lado sem dizer nada. Assim como fazem os bons amigos, à espera que eu queira falar...


Os bons amigos sabem quando falar de coisas sérias, sabem quando dizer banalidades, sabem quando queremos o silêncio. Tu sabes isto, e por isso queria-te ao meu lado na praia!


Ia ligar-te para veres o mar comigo. Estariamos em silêncio... E depois falaríamos de tudo o que nos atormenta. Como quem fala para si mesmo, sincero, simples! Ouviríamos e ficaríamos muito mais calmos...


Preciso de ir à praia! Preciso que estejas ao meu lado... Porque ainda és meu amigo!


Se eu te ligar, levas-me? Vens comigo ver o mar? Vens comigo falar em silêncio, enquanto sentimos a areia? Dás-me a mão e um abraço?