segunda-feira, junho 06, 2011

Aaaaahhhhh


Pela primeira vez na minha vida tenho vontade de partir pratos! Deitar tudo ao chão! Estilhaçar copos e tudo mais que possa estar ao alcance da minha mão!
O que vou fazer a esta energia que tenho acumulada? O que vou fazer a este desejo que se acumulou durante toda a noite e todo o dia, e agora está transformado em raiva? O que vou fazer com esta tensão que me faz andar a correr, de punhos fechados? Que me faz empurrar os botões do meu teclado com força e rapidez?
Nunca soube o que era isto? Nunca soube o que era passar do positivo para o negativo com esta rapidez! E agora não sei como canalizar isto que sinto... Porque só me apetece atirar com o computador pela janela!!
Há quem dê murros na parede! Pode ser que resulte...
Inspiro e expiro, tão profundamente que o que atiro cá para fora tem quase o peso das minhas entranhas...


Que parva sou! Que parva sou de viver de esperanças!
Se te visse agora esbofeteava-te!! Para te beijar logo em seguida, com a mesma fora, o mesmo desejo!... Porque sou ainda mais parva por pensar que um (vários) momentos maus vão apagar os bons (muito bons)... Que parva sou por ainda acreditar que não vou repetir tudo de novo!!
Que parva sou por achar que vou mudar, ou que tu vais mudar... Parva por achar que nós e esta coisa que temos vai mudar um dia!
Que parva sou por achar que este desejo vai passar. Finjo que não acredito que o desejo volta, com a mesma rapidez que foi embora, com a rapidez de um relâmpago!
Gosto e não gosto... E isto irrita-me!!

sábado, junho 04, 2011

Querer é Poder! Ou não...


Vivemos entre o Querer e o Poder!! E se fizéssemos mais aquilo que Queremos e Desejamos?

Vamos esquecer o Dever!!
Vamos fazer o que nos apetece, no momento que queremos, no momento que sentimos este desejo!
Porque a vida é um turbilhão, uma constante de emoções que vão e vêm. E se as vivermos naquele exacto momento? Mesmo que não possamos...

- Eu quero! - E vejo isso, e sinto isso. Só fitando os teus olhos, olhando o teu sorriso, sentindo a tua mão e o teu abraço.
- Muito!!
- Mas não posso! - Terríveis palavras estas.

Porque vem sempre um "mas"? Porque vem sempre um "não posso"? E nem sempre são ditos, são sabidos, são lidos no mesmos olhos, com um olhar diferente, no sorriso que se perdeu. Ainda sinto o teu toque, despercebido, fingindo inadvertido. É um toque, que quase sem tocando, tem uma intensidade maravilhosamente intensa. Ainda o sinto, mas é acompanhado com um olhar desejoso, desesperado. Porque não podemos... Porque os padrões da sociedade nos impedem de ficar ali, por mais um tempo, aquele que nos permitia fazer o queremos, o que desejamos.

E queríamos olhar toda noite, rir de nós mesmo, sorrir para nós, num sorriso cúmplice, só nosso. Queríamos, sem dizer nada, sentir! Sentir o toque, os toques. Tocar os lábios e ouvir a respiração. Sentir principalmente este tensão, este ritmo acelerado.
Queríamos o silêncio, este só nosso que me traz tanta calma. Este que me deixa tão tua.

E quero, quero ir, mergulhar em nós. E não gosto de não poder. E não quero ter que deixar este desejo...

Sei bem que este sensação é maravilhosa, que muitas vezes um sonho sabe bem, só bem, antes de ser realizado. E muitas vezes tudo esmorece... Mas eu quero! Quero muito!

E quero poder! Agora, hoje!

segunda-feira, maio 23, 2011

Acabei, virei, comecei!



E tudo acabou...
Fechou-se o ciclo!
Virou-se a página.
O capítulo chegou ao fim...

E tudo acabou, para começar...
Um novo ciclo.
A página em branco.
Um capítulo diferente...






Tinha chegado o fim desta fase. Eu sentia-o, a pairar no ar! Como se fosse alguma coisa que me olhava constantemente, fixo em mim. Eu sabia que ia haver um momento em que já não ia voltar atrás, um momento de viragem... A partir dali ia ser tudo diferente.
Eu sentia que a nova vida se ia instalando, aos poucos... Começava a fazer as coisas de maneira diferente. Olhava o mundo com outros olhos. Iam mudando as pessoas à minha volta.
Muito devagar... Sorrateiramente...
Mas nestes dias tudo estava mais intenso! As minhas cidades estavam inquietas... As pessoas paradas demais, indecisas demais! Ou estaria eu mais certa, mais nervosa? Sim... Era eu!
Senti tudo compactado! Tudo que vivi, tudo o que ia viver... Tudo em dois dias! Tudo o que caberia numa vida!

Como é que podia fechar este ciclo, e recomeçar o novo Eu? Da maneira mais graciosa e pura. Da maneira que conheço, daquela que se mantém página após página... Da minha maneira!

Recebi a minha folha em branco, e decidi escrevê-la.
Vesti o vestido e calcei os sapatos de salto. Subi o Parque, como quem voa. E no meio de nada só nós, uma garrafa de vinho, 2 copos, e a nossa música. Como se quiséssemos recriar as cenas do Paulo Coelho no Rio Piedra...
Éramos nós, meu querido Anjo Negro. Nós a escrever as ultimas linhas do capítulo que passou.
Fomos nós, meu querido Sobreiro. Nós a escrever as primeiras palavras do meu novo capítulo.

Assim, sem mais nada. Assim como tu pediste, como eu queria, sem sonhar nada!

E a minha vida mudou, ao longo de meses, através de todas as personagens que criei ao longo de tão pequeno tempo. A página virou, e eu sou a mesma. Virou tão rapidamente que podia nem me ter apercebido. Mas eu senti... Senti a Outra que deixei para trás. Para passar a ser Eu, eu mesma, neste momento.



E tudo acabou, para começar de novo.
Não recomeça, continua, mas diferente!

Porque a minha vida vai estar sempre entre calças e vestidos, sapatilhas e sapatos.
Porque serei sempre criança e mulher.
Tempo após tempo. Ciclo após ciclo. Capítulo após capítulo. Em todas as páginas do livro da minha vida.

sábado, maio 14, 2011

Ponto de intersecção, meu ilhéu!

Abri o livro e lá estavas tu, escarrapachado logo no primeiro poema que li.



Talvez um ponto de intersecção

Dizes com o olhar aquilo
Que desdizes quando juntas as letras
Dizes com a ponta dos teus dedos
Aquilo que negas quando escreves
Dizes com os lábios fechados aquilo
Que sufocas quando constróis frases

Dás tanto num gesto
Pedes tanto com o olhar
Retribuis tanto calado
Para melhor negares quando
Escreves e dizes que não acreditas
Que escrever É gritar sem ruído

Para ti escrever é negares-te
Negares até à exaustão
O que queres, o que desejas
O que és, o que queres ainda acreditar
O que queres ainda viver

O teu escrever não é
Expressão, é calar
Empurrar para dentro
É enxotar, afastar
É um chega para lá

Fazes-te ilha despovoada
Sem o seres
Fazes-te habitante
Isolado, sozinho como
Tu pensas que és mas não
Como desejas ser

Nessa solidão auto imposta
Temperada de azedume
Descrença, desconfiança
Tremes, estremeces, acordas
E gritas: Olha eu aqui! Aqui!
Não me vês?

Sim! Vejo-te a gritar nesse silêncio
Vejo-te a pedir, quase a rogar
Que eu, visitante indesejada e desejada
Faça uma incursão à tua ilha

Chego e pouso levemente
E levemente me acolhes
Quase te dás, quase
Quase te entregas, quase
Quase já acreditas
Que talvez gostes da visitante
Que talvez estejas cansado
De ser ilhéu
Quase

E quando levanto voo
E parto, tu, meu ilhéu querido
Em quem tu não acreditas
(mas eu acredito)
Vens com palavras mudas
Dizeres-me que não acreditas
Dizeres que Não
Que não sabes, que não és, que não queres
Dizer
Que Não

Meu ilhéu que nasceu
Para ser povoado, meu ilhéu
Que nasceu com coração
De continente, em que ficamos?
Eu num ultra-leve, num sobe-e-desce
Em agonia, perdida de agitação
Dos ventos, das emoções
A queres acreditar
Que sou boa companhia
Para mim, para os outros
Boa, para ti

E tu aí, a quereres
Convencer-te, a quereres
Convencer-me que não
Que não és boa companhia
Nem para ti, nem para os outros
E muito menos para mim

Diz-me
Meu ilhéu calado
Meu ilhéu despovoado
Que gritas sem ruído
Onde está, então, o nosso
Ponto de intersecção?!

Maria Paula Marques - Poemas do Sentir

domingo, maio 01, 2011

Filipa!


Oh minha querida!!
Como é que já estamos aqui? Como é que a nossa amizade se manteve até aqui?
Filipa, és tu como se fosses uma irmã. E é maravilhoso poder estar presente nesta fase da tua vida!!
Obrigada por deixares, obrigada por manteres esta nossa amizade, tantas vezes separada por tantos kilómetros.
Adoro ter-te na minha vida. Adoro saber que podemos confiar uma na outra. Adoro que te mantenhas na minha vida, na vida dos meus amigo
s, na vida da minha família.
Filipa, o que te desejo, hoje, é tudo o que desejo a mim mesma, o que desejo a uma irmã. Quero que te sintas realizada sempre, em todos os níveis! Quero que sejas feliz, muito feliz!! Quero que todos os teus sonhos se realizem!

terça-feira, abril 26, 2011

Lá, no meio de ti!

Se puser os phones nos ouvidos, e ouvir esta música que, de repente se instalou na minha vida...
Se deixar cair a cabeça na almofada, e fechar os olhos...
Se me deixar levar por esta sensação...
Rapidamente estou longe...
Onde não se ouvia mais nada, só nós, e eles...
Rapidamente olho para uma natureza infinita...
E fico com um sorriso tolo, tranquilo, feliz!

E vou deixar a música tocar, sem que nunca acabe, sem que os pensamentos mudem...
Porque estou lá agora, e não quero ir embora!

segunda-feira, abril 18, 2011

Muchacha en la Ventana


É dificil, hoje, saber como começar. Como se começa a narrar a mudança? Como começo a explicar que são loucos estes anos de crescimento? Como digo que se vive tanto em tão pouco tempo?

Eu queria falar de uma rapariga à janela. Aquela que fui. Aquela que somos quando ainda não sabemos muito bem o que é viver. Aquela que julga que vai ficar à janela a vida inteira. Porque está bem ali, no conforto, no que é seguro. Tem medo que deixe ser quem é, se sair para o mundo que vê lá fora.
Esse rapariga sou eu, fui eu. Até que vieram os anos, estes últimos, os melhores. Foram poucos, tão poucos comparados com aqueles que ainda podemos viver! Duraram o mesmo que os outros anteriores, nem mais dias, nem menos dias, claro! Mas e a intensidade? E a quantidade de coisas que se vive em tão pouco tempo? E o valor que têm as coisas que nunca julgamos que iríamos fazer? E as mudanças inesperadas que acontecem todos os dias? São anos maiores... São dias melhores...
A rapariga à janela tinha medo de deixar de ser quem é. Mas não mudou! Está diferente, mas não mudou. Faz hoje coisas inesperadas. Decide com o coração, a vontade, o desejo, sem pensar muito. Porque descobriu que a vida, assim, é muito mais feliz! A rapariga que sou hoje tem os mesmos valores. Respeita e dá-se ao respeito. Tem mais responsabilidade, e já é adulta.
Ama e deixa-se amar. Vive como nunca viveu, cada dia, cada dia melhor. É feliz!
E voltava atrás? Não, porque estes anos são os melhores que já viveu.
Ainda gosta de estar à janela. Mas já conhece o mundo lá fora. Fica empoleirada no parapeito só para apreciar a sua felicidade, por as ideias em ordem, arrumar o coração, de vez enquando.

Esta rapariga que sou hoje, é feliz! Gosta da familia, dos amigos, dos amores. Tem saudades e carências, mas aprendeu a viver sem pensar muito nisso. Sabe que precisa de bater com a cabeça na parede, muitas veze
s, mas só assim vai aprender. Sei, principalmente, que os melhores momentos são agora e tenho que aproveita-los, vivendo o dia, a noite. Apanhar um sol ou uma lua. Olhar nos olhos e fecha-los com um sorriso no rosto. Sei que não há nada melhor que que estou a viver agora, e isso conquistei, e vou manter!

Porque os anos de mudança e crescimento são pequenos e intensos, mas são agora, só agora!

But your soul you must keep, totally free.
In these bodies we will live
In these bodies we will die
Where you invest your love,
You invest your life

É assim que tem de ser feito. Olhar com amor, pela janela, para o mundo, para a vida. Sentir amor no olhar, no abraço, no beijo, no corpo. Investir na mudança, na vida!

segunda-feira, abril 04, 2011

O ciclo, contigo!!


Fechou-se um ciclo, hoje. Fechei-o contigo, da maneira que desde o inicio dissemos que o íamos fazer. Lá estivemos nós, no Hard Rock, onde passamos, diariamente, durante quase 5 anos de curso. Jantamos como dissemos que faríamos, só nós, quando acabássemos o curso.
Acabei um ciclo, hoje. Um ciclo que começou também contigo. Sim, porque estavas lá na primeira vez que entrei naquela escola! Nós as duas numa terra muito longe de ser nossa. A darmos um passo gigante, juntas!
Hoje foi o fim desse ciclo. Este que percorri contigo. Sempre contigo! Sentadas lado-a-lado durante quase 6 anos. Estivemos juntas nas alegrias, no estudo, nas chatices. Sempre nós, na escola.
Mas fomos sempre nós fora da escola, e isso foi, e é, o mais importante!
O ciclo não foi só um ciclo escolar, foi um marco gigante nas nossas personalidades, foi uma mudança a que assistimos juntas. E nós sabemos tudo o que passámos. E nós sabemos tudo o que vivemos e crescemos. E nós sabemos que esta amizade não é só especial, é única! E por isso não tenho medo de fechar este ciclo...
Fechei, fechamos, esta etapa, mas entramos juntas numa nova, que esperamos diferente. E seja melhor, ou pior, vamos vive-la unidas!
Marta, sei que estás longe. Mas são só quilómetros.
Marta, sei que podemos estar mais tempo sem nos vermos. Mas são só dias.
E o que são quilómetros e dias nesta amizade? É pouco, muito pouco, para quem resistiu a shots de tequila no Porto! É pouco, muito pouco, para quem vai estar sentada na praia de Copacabana a beber caipirinhas!

Adoro-te babe! Muito! Sabes que tens um canto gigante no meu coração!!

quarta-feira, março 16, 2011

Tempo voa...


Pois é... Parece que a minha vida esteve parada. Parece mesmo que nada aconteceu! Os dias foram passando, e passaram meses... Sem nada acontecer, com tudo a acontecer ao mesmo tempo.
E hoje parei, e perguntei: "Já estou aqui? Como é que já estou aqui?"

Ainda nao percebi como deixei passar tanto tempo, tanto tempo sem me dar conta do que estava a acontecer, do que estava a andar ao meu lado. Não notei o que estava parado enquanto eu andava, nem o que continuava a passar sempre que parei!

E hoje que parei, descobri que houve constantes. Há pessoas que ainda estao comigo, que partilharam tudo durante este tempo. Há coisas que continuo a fazer, como se o fizesse pela primeira vez. Continuo nas gargalhadas da amizade, e no a
conchego da cumplicidade.
E inconstantes. Muita gente entrou na minha vida, e muita gente já nao fez parte dela. apercebi-me que já podia deixar de fazer muitas coisas, e que podia dedicar-me a novas.

Hoje, não percebo como tudo pode passar tão rápido. Não sei como já me vou embora, se ainda agora aqui cheguei. E como é que atingi objectivos, se não me apercebi, sequer, de do tempo que passei a idealiza-lo? Como criei, tão depressa, projectos tão diferentes, sem pensar que só os podia fazer porque já cheguei aqui, sem me aperceber?...

Passaram mais de 5 anos, que nao pareceram, nem perto, estes 5 meses que estive sem escrever. Pareceu tudo 5 dias, 5 horas. Nada na minha vida. Mas ficou tudo tão diferente... Eu também? Muito... E isso tudo não cabe nestas linhas, nem ainda no meu ser racional!

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Cudling


Já te disse várias vezes... Nunca é demais repetir!

Fazes-me bem! Fazes-me sentir bem!
Como se o meu corpo e a minha alma se renovassem!
Tenho uma vontade imensa de viver para ti, para mim, para estes momentos!

Thank you for making me feel this way!