segunda-feira, outubro 22, 2012

A Place Inside You

There is a place full of sunsets. The place where you live. 
It is not quiet, with too menu people. It is not an ideal place, but a creative one. A new and exciting place, for you an your music, for you and your eyes, for you and your search for adventure.
There is a place that was mine, once. The place where you live.
It is a sunny and bright place. Fits you like home. A place for you to find a purpose not so far away from home. 

There is a place...
Maybe is the place where i will find the sunrise again.

quarta-feira, outubro 17, 2012

tua chuva

  Até já tinha desligado o computador. Até já tinha feito um turn off ao dia de hoje.
  Mas está a chover. Está a chover tanto que só me apeteceu falar-te, dizer-te que a melhor paisagem de Vila Real está inundada de chuva. As luzes na montanha estão desfocadas pelo nevoeiro. E tudo forma um momento quase mágico!
  Queria que te sentasses aqui comigo. De luz apagada, a ouvir a chuva cair no meu telhado. Queria que não precisássemos de dizer nada, e vivêssemos juntos, também, este momento. Assim tão simples. Assim tão natural.

  Esta cidade ficou também tua, de repente. E é estranho, mas bom. E é estranho, mas saudoso. Nem esta água toda limpa a saudade.

terça-feira, outubro 09, 2012

Autumn Colors

- Autumn is my favorite season!
- Really? Not at all!!
- It's because of the colors... I love this yellow-orange-red, mixed with all the green!
- But, it's so sad with all the rainy, foggy days...

And there i was, sharing with you one of my favorite places, in a Autumn Sunny Day. You are lucky, because you arrived in really good weather. If you would arrive today, you wouldn't like this city, my city. And i'm so lucky that i can show you this little paradise, that i can share with you all the small secrets!
I never guessed that i could be so happy with my decision. Again Chinese Medicine?! But all the doubts are vanished now, because i have i smile on my face when i think about the little group of friends that we made in so little (but intensive) time!
And now i miss classes. Crazy i know... But i connected with the little group. And i really enjoyed those nine days we had!

Today it's raining. I can't go out to see the Autumn colors, and it's sad.
Cristal Park it's not the same with all this fog, and without friends...

quarta-feira, setembro 19, 2012

Nostalgia


sou um bocadito masoquista no que toca à nostalgia
mas acho que faz parte da cura


  Revejo-me nestas palavras como se fossem minhas. Nestas palavras de um amigo que outrora o descreveram tão bem.
  Sou assim, sempre fui. Nostálgica. A olhar para o passado como se o quisesse viver todo de novo. E fico triste. Mas massacro-me, numa atitude mesmo masoquista. Sempre fui assim, e custa-me ser de outra maneira. Como se o presente até magoasse mais do que a própria nostalgia, do que a própria saudade.
  É um processo de interiorização, que leva o seu tempo. Preciso dele para avançar, preciso dele para a cura, para crescer saudável.
Pensando bem, porque será que gosto tanto de olhar para trás? Porque será que tenho esta necessidade de ter saudades? Porque é que me sinto bem a projectar um futuro baseado no passado, no que poderia ter sido o passado?
  Não vivo plenamente feliz assim, sempre a olhar para trás, sempre com saudades. Como se o presente não me preenchesse de uma forma completa... Se calhar preciso de mais realização. Tenho esperança nesse ideal: Amor e Realização. Chegarei lá? Um dia... Como se faz?
  E mais uma vez massacro-me com a ideia de que se calhar não fui tomando as decisões certas até aqui. Se calhar estaria mais realizada, hoje, se tivesse optado por outras coisas, por outras pessoas, ontem. Tenho a sensação, agora, de ter caminhado, até hoje, sempre pelo caminho do lado: aquele que estava feito em paralelo ao que realmente devia estar a pisar. Às vezes tenho saudades desse caminho que nunca cheguei a percorrer. È possível isso? É saudade, ou é arrependimento?
  Passo por todas estas sensações, vivo tudo o que já vivi, em memórias, em cartas, em fotografias... Como se precisasse disso para me pôr à prova. Como se precisasse disso para a cura, para construir, para projectar o futuro.
  Mas estes são momentos duros... De nostalgia, de saudade. Conforta-me só a certeza que estou, hoje, a viver momentos que me trarão saudade amanha. Se assim é, vivo!
  Sou assim masoquista, no que toca à nostalgia. Mas preciso disso para viver. Porque essa sou eu. E é maravilhoso ser eu! Eu que vivi tudo do que tenho saudades.

terça-feira, agosto 14, 2012

Crónicas na Primária!


O meu blog está de Parabéns! Seis anos... Como o tempo passa! E como a vida passa. E se desenrola em palavras durante tanto (e tão pouco) tempo...
A minha vida mudou, o mundo mudou, durante estes 6 anos. E estou feliz por ter este registo, por existirem estas "crónicas" para me ajudarem a lembrar momentos, pensamentos, vivencias, interrogações. Para me matarem saudades e voltar atrás no tempo sempre que preciso.
Criei este blog só com uma regra: sinceridade! Páginas brancas para uma pessoa transparente. Com titulos e sub-titulos, P.S.'s e entre-linhas! Criei este blog, há 6 anos porque:


"
Talvez porque precise que os amigos saibam o que sinto, os conhecidos saibam o que penso e os desconhecidos deixem de o ser! Talvez porque tenho necessidade que todos me vejam (e se vejam) nas minhas palavras. Porque quero que saibam o que me faz feliz e aquilo que me desagrada. Porque quero dizer como sou, onde estou, o que sou. Porque sou daquele tipo de pessoas que gosta de escrever o que sente e que manda uma mensagem após cada encontro e cada momento importante.
Só para dizer o que senti, o que sinto, o que me esqueci de dizer, ou nao tive coragem.
Porque sempre imaginei viver no tempo em que tudo se dizia numa carta. Em que cada pessoa sabia o que a outra queria dizer só pela maneira de escrever meia duzia de palavras. Em que coisas importantes nao eram discutidas numa troca de mensagens, e se dizia tudo numa folha de papel, sem esquecer o fundamental.
Sempre gostei de escrever aquilo que penso. Quero que os amigos digam "tinha a certeza que ela ia dizer isso" e que cada um saiba que estou a falar de si mesmo quando refiro coisas importantes para nós. Quero que todos possam ler-me em momentos de felicidade ou de desassossego, e possam identificar os proprios problemas, as próprias mudanças.
Por tudo isto (e por tantas outras coisas que irão aparecer) criei este blog. Para que possa gritar sem que ninguem me ouça ("gritos silenciosos" como diz aquele que me inspirou!).
Espero que gostem, que se iludam e desiludam, que sorriam ou chorem, que se inspirem ou percam a imaginação. E sonhem, viagem, saiam daqui. E vivam, vivam!
São agora "Crónicas de uma vida por viver", mas só porque nao me chega aquilo que ja vivi, e quero mais! :)
"

E as razoes são as mesmas. Continuo por outros tantos anos, porque tenho as mesmas necessidades. E estou bem contente com o que fiz até hoje!
Vou continuar porque gosto dos feedbacks, porque tu que me lês te identificas e sorris, mas, principalmente, porque me sinto bem!

Obrigada!

quarta-feira, agosto 08, 2012

2,7

   Naquela noite de Sábado, os meus olhos viram... Viram o que sabiam existir, mas comprovaram! 
     É uma grande verdade essa coisa do "o que os olhos não vêm, o coração não sente"!
      Os olhos viram, e o coração sentiu. E ficou magoado. Não magoado de Amor, mas de respeito! 
          É possível isso?
         Foi como se o único compromisso que existia entre nós, que era um compromisso de respeito, fosse quebrado. Assim em poucos minutos, numa sucessão de gestos e cumplicidades. 
            Durante dois anos e sete meses houve tanto e tão pouco entre nós. Numa relação que quase nada exigia, porque havia respeito, harmonia, cumplicidade. E mais nada devíamos um ao outro.
               Mas, sem saber explicar muito bem porquê, o meu mundo abanou. Parece que perdi um porto seguro. Um porto ao qual não tenho vontade de voltar.
                    Os meus olhos não vão olhar-te mais da mesma forma...


segunda-feira, junho 11, 2012

num click

Queria falar contigo. E era tão fácil. Estavas à distância de um click. Era só tocar naquele quadradinho que aparece no canto do meu ecran. Era só tocar-lhe e escrever. Podia dizer tudo o que me apetece dizer-te. Podia escrever só: "olá". E tu ias ver. Porque ia saltar uma janela no teu ecran. O que é que estivesses a fazer, ias saber que alguém te queria falar. Ias ler. Mas não ias responder. Se calhar lias e fechavas a janela de imediato. Suspiravas de desprezo ou de tristeza. Mas fechavas a janela sem responder. E o meu coração ia apertar mais um bocadinho. Talvez o teu também aperte. Mas les-me sem escrever nada de volta.
Queria falar contigo. Há uma hora que estou a olhar para este quadradinho no canto do meu ecran. Estou a tentar equilibrar a emoção e a razão. Não quero um nada, mas e se... E olho para ti com uma vontade enorme de te ver. É o que resta quando ganha a razão. E o coração perdeu, hoje, mais um click, com medo de ficar apertadinho.
Queria falar contigo. E era tão fácil.


sábado, junho 09, 2012

Dinner with friends.

É um conforto que preenche o coração. Uma espécie de aconchego para a alma. Reencontrei-vos e não vos vou largar de novo!
Quero jantares maravilhosos. Quero receber-vos. Quero lembrar. Quero relembrar. Quero puxar memórias. Quero criar momentos novos. Quero viver de novo. Quero tudo novo.
Quero surpresas, surpresas assim . 
Porque é fácil. Porque afinal, apesar de todas as mudanças, o destino nos juntou, de novo, neste lugar de antes. E deve haver boas razões para isso. E há boas razões para isso. Somos nós, nós em cada um de nós.
Obrigada por ser possível.
Obrigada pelos sorrisos e pela cumplicidade.
Obrigada pelos olhares de anos.



Há palavras para o que aconteceu?

quarta-feira, maio 09, 2012

Misturei a esperança.

    Estava no Martim Moniz na ultima vez que te ouvi. Era a primeira vez que estava ali. E olha que morei em Lisboa quase 6 anos! Mas nunca tinha lá ido, não como fui daquela vez.
E tu ligaste-me enquanto eu procurava cremes para o cabelo, com a Marta. 
   " - São maneiras de falar? Essas com sotaque açoreano?" Perguntaste com o teu tom tripeiro que não te deixou mesmo depois de ires embora.
   Estava feliz, com o meu sotaque açoreano, misturado com o tripeiro que não me deixa, principalmente aqui no meio do Martim Moniz, onde as culturas se misturam tanto.
    Ali estava eu, num teu momento de proximidade. 
   
    Não te ouvi mais desde então. Também perdi o meu sotaque açoreano. Já nada se mistura num telefonema.

      E hoje voltei ao Martim Moniz. Talvez na esperança que o telefone tocasse. E eu pudesse ouvir-te de novo, num orgulhoso tripeiro, nas promessas não cumpridas.

quarta-feira, abril 18, 2012

Recordando o futuro...

"Quando estou contigo, volto a ter 14 anos!"
Foi o que disseste da última vez que nos vimos. Já não disseste nada disso desta vez. Porque agora éramos dois adultos que se encontraram para falar. Quase não matámos saudades, quase não lembrámos o passado. Falámos do que somos, do que fomos durante estes anos, do que queremos ser, e fazer, e realizar.
Estamos diferentes. Claro que estamos diferentes. Já aprendemos tanto, já vivemos tanto, que seria impossível não estarmos diferentes. Surpreendemos agora. Belas surpresas. Mas gosto que estejas na mesma. Gosto de te conseguir identificar em tantos pormenores tão teus! Tenho um orgulho imenso nas diferenças, e naquele que és hoje.
Tivemos um fim de semana curto, mas bom. Onde até o silêncio fez sentido.
É fácil partilhar com alguém que conhece o nosso fundo, alguém que faz parte da nossa base, alguém que nos formou. Numa altura em que o futuro estava longe, e os sonhos nem tinham realidade.
Hoje, sabemos que aprendemos muito enquanto estávamos juntos, mas queremos saber tudo o que aprendemos enquanto estivemos separados. Hoje, gosto de conseguir confiar, de falar com sinceridade, como se o tempo não tivesse passado.



E hoje, vivi 24 horas contigo. Foi simples, foi bom. Obrigada! 
Obrigada por ser quem sempre foste. Obrigada por todos os pormenores! Obrigada pelas surpresas! Obrigada por ter sido fácil recordar o futuro.
Boa Noite :D