segunda-feira, dezembro 17, 2012

Hoje, sou!


Ontem antes de dormir, coincidentemente, li qualquer coisa que dizia qualquer coisa como: "A vantagem de sermos adultos é que podemos tomar as nossas decisões com consciência. E depois de as tomarmos termos a certeza que, para o bem ou para o mal, tudo dependeu de nós." Qualquer coisa assim...

É vantagem? Não era melhor alguém tomar as decisões por nós, para depois termos essa desculpa, e não termos essa responsabilidade?
Mas e depois, se as coisas correm bem? Não é melhor sabermos que dependeu de nós? Que fomos responsáveis por este ou aquele sucesso...

Esta coisa das decisões tem muito que se lhe diga... 

Então ainda tem mais quando as nossas decisões não nos afectam só a nós. Essas é que são verdadeiramente difíceis e marcantes!
Quantas dessas tomaste nas últimas semanas? Quantas dessas eu tomei? Quantas dessas tomamos em conjunto?
E umas pareceram fáceis, porque faziam sentido. Porque todo o sentimento, presente em todas as células do nosso corpo, nos levava nesse caminho.
Outras dessas pareceram mais complicadas, porque representavam mudança na rotina, na maneira de pensar. Mas fizeram-nos felizes depois.
Outras ainda foram as mais difíceis. Essas que estiveram ligadas ao desprendimento, à ruptura. Essas que representam a maior luta dentro de nós. Essas que entendemos, racionalmente, mas não conseguimos conceber na emoção. Porque doem. Porque criam este vazio.

Há dois dias eu sabia que tinhas tomado uma decisão. O teu olhar tinha mudado. Tinha-se (tinhas) perdido a força em nós. Chegaste pela primeira vez à minha casa, com a cabeça organizada. E até o Coração parecia apaziguado com as novas decisões. Quando abri a porta sentiram-se ventos de mudança...
Tinhas tomado uma decisão há muito anunciada. Mas que ainda não tinha vontade de aceitar. 
Foi a melhor decisão! Essa de ficares só. Essa de organizar as ideias. Essa de pensares com o coração e o corpo.

Talvez se precise mesmo de sofrer um bocadinho, de vez em quando. Para ver se equilibramos a balança. Para ver se, pelo menos, conseguimos ver as coisas com outros olhos, mesmo que sejam olhos nublados e húmidos.

Eu não gosto deste vazio. Como não gosto das certezas que tu sempre tens, ou achas que tens, quando entras em mim e decides o que eu sinto. Não gosto desta sensação de "tirar o chupa-chupa à criança". Mas afinal já sou adulta e consigo perceber que pode ter vantagens sabermos o sabor bom do chupa-chupa, mas não o termos. Consigo perceber que tem vantagens, no imediato, no futuro próximo. Mas não para sempre... Porque é impossível estarmos eternamente na espera, e na busca, de algo que é nosso, e nos faz feliz, mas uqe não temos. 

Agora, a vantagem de eu ser adulta é que vou poder tomar a decisão de lembrar, de aproveitar cada bocadinho da nova fase, de esperar. 
Sou uma adulta com consciência e paciência. E hoje, em relação a ti (a nós), não preciso da esperança, porque tenho certezas. Estou certa do que sinto, do que sentimos. Estou certa do que quero. E, de uma maneira inexplicável, estou certa do que vai acontecer... 

E, sabes, eu vou continuar a ser muito feliz contigo. 
Não parece agora, por ter esta sensação "londrina" de ter o meu coração bem longe, lá (aí) do outro lado da cidade. Não parece agora por sentir este vazio desaconchegado...
Mas fui feliz ontem, e vamos ser felizes amanha. (Podes guardar bem essa certeza!)

Tomaste a decisão certa. Precisas de ti, mais do que precisas de mim ou de qualquer outra pessoa. Mas de uma forma, algo egoísta, espero que te encontres rápido! (Não totalmente egoísta, porque quanto mais rápido te encontrares, te resolveres internamente, mais rápido vais poder ser plenamente feliz. E quanto tempo não sabes o que isso é?)



quinta-feira, novembro 29, 2012

Silêncio

   Hoje não quero falar! Acordei com esta vontade imensa de silêncio...
   Hoje quero estar bem quieta, bem sossegada. 
  Para que a minha cabeça não exploda se eu disser uma palavra. Para que o meu coração não se inquiete de cada vez que eu falar...
  Hoje não queria ter esta profissão. Não queria falar com ninguém, sobre os problemas de ninguém. Não quero fazer perguntas, não quero ouvir respostas. Não quero fazer conversa sobre nada que não seja eu, e o meu silêncio, e o meu olhar.
   Hoje não quero falar com ninguém. Só contigo.
   Quero atender o telefone e ouvir o teu sorriso. Quero olhar o teu olhar e ouvir as tuas palavras. Quero falar muito sem dizer nada. 
   Hoje quero encaixar-me em ti, e não falar nada o dia todo! Sentir o prazer do nosso silêncio. Beber das tuas palavras. Hoje só quero isso!




terça-feira, novembro 27, 2012

olá

Já te disse que detesto despedidas? Já te disse que detesto que abalem o meu mundo e depois me digam Adeus?

A minha sorte é que foi um Até já. Ou até qualquer dia! Nada disso me conforta ainda. Consigo perceber, porque não é uma ligação qualquer. Consigo entender porque tens essa certeza. Mas ainda não me conforta essa ideia. Ainda me sinto vazia. Com esperança, sim, porque tenho a certeza que vou ficar bem. Porque vivi tanto e tão bem e tão intensamente estes dias, que o copo encheu. E agora posso dar-me ao luxo de o esvaziar um bocadinho.

Já te disse que detesto despedidas? Já te disse que detesto esta sensação de saudade, de manhã quando acordo?

Foi tão bom reencontrar-te. Está a ser tão bom redescobrir-te, relembrar-me de ti. Para sempre vou olhar nos teus olhos e ter a certeza que já te conheço. De outros tempos, de outras vidas. E ainda bem que voltaste. Ainda bem que os nossos caminho se voltaram a cruzar tão cedo nesta vida. Temos o tempo todo agora. E posso esperar, não parando. E posso sentir saudades, sem sofrer. Não me sinto a sofrer, porque vou encontrar sempre o conforto no teu abraço. Dele não me vou despedir.

Já te disse que detesto despedidas? Já te disse que detesto ter saudades tuas sempre que te vejo?

É desesperante esta incapacidade de ti. Esta ausência de presença. Porque somos nós, porque faz sentido. Então, porque não? Para quê sentir esta convulsão, esta dor que se instala no Estômago e no Coração? E que é tão boa... Como se a minha alma, como se o meu corpo, estivessem só à tua espera. E tudo até hoje faz sentido, só para estar aqui, contigo, a sentir saudades!

- Já te disse que detesto despedidas?
- Nada dura para sempre!

Está enganado, sabes? Porque este amor dura para sempre. Porque as memórias duram para sempre. Assim como o teu olhar para mim, assim como o teu toque no meu corpo, assim como os teus lábios no nosso beijo doce. E dura... Como uma tatuagem marcada nas minhas costas. Que dura para sempre...

Já te disse que detesto despedidas?
É por isso que te vou encontrar sempre, junto a um qualquer farol, numa busca de nós. Pode ser que ele nos guie, como faz aos barcos...



Já te disse que detesto despedidas? Sorte a minha que é um Até Já!

Sonho Amarelo


E que sonho. Fui sonhar com uma casa. A nossa casa.
E que sonho. Tao real quanto este amor.  Tão perfeita como nós.

Sonhaste hoje? Sim!

E que sonho. Sonhei connosco. Aquela casa que vamos governar juntos.
E que sonho. Vou procurar. Vou encontrar-la, para nós.

E tem jardim, uma hortinha para ti. E tem rio, assim entre o rio e o mar.
E tem-nos, porque te vi entrar. Assim com a sobrancelha meia levantada e a testa meio enrugada. Com esse olhar profundo que tens para mim.

Foi tão claro, que quase nem dá para acreditar.
Foi tão claro, que quase posso dizer exatamente onde é! Tem encosta. Não muito acentuada. E uma varanda grande. Há muitas folhas amarelas na nossa relva.

E que sonho!

E tu sonhaste?

segunda-feira, novembro 19, 2012

Copos cor-de-rosa

Talvez seja mesmo assim... E o copo esteja sempre meio-cheio.
Prefiro assim. Para ter o lado positivo das coisas. Para ver o mundo cor-de-rosa...
Vivo enganada? Num mundo de faz-de-conta?
Talvez seja por isso que me cruzo com tanta gente que anda de óculos escuros: para que me possam mostrar um lado mais negro da vida. Um realidade mais cinzenta... Ou assim, castanha!
Deve ser por isso que tanta ente me desilude. Mas também, deve ser por isso que dou tantas oportunidades a toda a gente! Porque vejo sempre o pormenor cor-de-rosa.
Vivo em vantagem então! Vejo para além do espectro da escuridão. A minha palete de cores é um bocadinho mais colorida: por mim, estou de lentes rosa, pelos outros, vou tirando os óculos de vez enquando!
Não é muito melhor ter o copo meio-cheio?! E esperar sempre o melhor. E ter paciência para encontrar os pormenores. 
Encher o copo torna-se mais fácil... 
E se a água vai evaporando, vamos enchendo com lembranças!

domingo, novembro 18, 2012

Your hands!




It is special what you do. It is special what i'm feeling in this peaceful moment. 
No rush, in a day like this. 
I'm loving you and your creative moment. I'm loving you loving your creation.
That a sense of a new rising!
It is amazing how you feel music. It is amazing how can i feel music through you, in your magic creative moment.

Não há muitas maneiras de descrever a sensibilidade, a paixão que depositas em cada tecla. Não há muitas palavras capazes de dizer exatamente o que sinto com este sorriso parvo que se instala nos meus lábios. 
Que palavra existe para esta sensação de conforto?
Porque é indescritível o movimento dos teus dedos. Porque é como se me tocasses... Como se deslizasses na minha pele.... Arrepia quase da mesma maneira.

E tudo é como sempre. O momento em que tudo fica lá fora. O momento em que todos os conflitos se desvanecem. E ficamos nós. Num momento só nosso. Num nosso tempo único.
E este especial. Diferente. Talvez por estou na tua cama, sem tu me teres na tua cama. Talvez porque te ouço pela primeira vez. Talvez porque soube que, ao contrário do que sempre acontece, este momento vai ter uma eternidade. Criada no papel e nas teclas...

O sentimento de prazer vem do som, do conforto que transmites com o olhar e com a certeza que imprimes em cada dedo, em cada tecla.
Como se tocasses só para o meu coração. E tocas só para nós. Este nós que existe tão poucas vezes, em cada nota que tocamos. Em tão poucos toques.
É um novo prazer, que vem dos outros sentidos.
Quase esquecendo esta vontade que tenho dos teus lábios!

It is amazing what is happening here. It is amazing how can you show me all this new world of creation. I'm loving the share. I'm loving to be part of it.
What a new, cosy, amazing feeling!

segunda-feira, outubro 22, 2012

A Place Inside You

There is a place full of sunsets. The place where you live. 
It is not quiet, with too menu people. It is not an ideal place, but a creative one. A new and exciting place, for you an your music, for you and your eyes, for you and your search for adventure.
There is a place that was mine, once. The place where you live.
It is a sunny and bright place. Fits you like home. A place for you to find a purpose not so far away from home. 

There is a place...
Maybe is the place where i will find the sunrise again.

quarta-feira, outubro 17, 2012

tua chuva

  Até já tinha desligado o computador. Até já tinha feito um turn off ao dia de hoje.
  Mas está a chover. Está a chover tanto que só me apeteceu falar-te, dizer-te que a melhor paisagem de Vila Real está inundada de chuva. As luzes na montanha estão desfocadas pelo nevoeiro. E tudo forma um momento quase mágico!
  Queria que te sentasses aqui comigo. De luz apagada, a ouvir a chuva cair no meu telhado. Queria que não precisássemos de dizer nada, e vivêssemos juntos, também, este momento. Assim tão simples. Assim tão natural.

  Esta cidade ficou também tua, de repente. E é estranho, mas bom. E é estranho, mas saudoso. Nem esta água toda limpa a saudade.

terça-feira, outubro 09, 2012

Autumn Colors

- Autumn is my favorite season!
- Really? Not at all!!
- It's because of the colors... I love this yellow-orange-red, mixed with all the green!
- But, it's so sad with all the rainy, foggy days...

And there i was, sharing with you one of my favorite places, in a Autumn Sunny Day. You are lucky, because you arrived in really good weather. If you would arrive today, you wouldn't like this city, my city. And i'm so lucky that i can show you this little paradise, that i can share with you all the small secrets!
I never guessed that i could be so happy with my decision. Again Chinese Medicine?! But all the doubts are vanished now, because i have i smile on my face when i think about the little group of friends that we made in so little (but intensive) time!
And now i miss classes. Crazy i know... But i connected with the little group. And i really enjoyed those nine days we had!

Today it's raining. I can't go out to see the Autumn colors, and it's sad.
Cristal Park it's not the same with all this fog, and without friends...

quarta-feira, setembro 19, 2012

Nostalgia


sou um bocadito masoquista no que toca à nostalgia
mas acho que faz parte da cura


  Revejo-me nestas palavras como se fossem minhas. Nestas palavras de um amigo que outrora o descreveram tão bem.
  Sou assim, sempre fui. Nostálgica. A olhar para o passado como se o quisesse viver todo de novo. E fico triste. Mas massacro-me, numa atitude mesmo masoquista. Sempre fui assim, e custa-me ser de outra maneira. Como se o presente até magoasse mais do que a própria nostalgia, do que a própria saudade.
  É um processo de interiorização, que leva o seu tempo. Preciso dele para avançar, preciso dele para a cura, para crescer saudável.
Pensando bem, porque será que gosto tanto de olhar para trás? Porque será que tenho esta necessidade de ter saudades? Porque é que me sinto bem a projectar um futuro baseado no passado, no que poderia ter sido o passado?
  Não vivo plenamente feliz assim, sempre a olhar para trás, sempre com saudades. Como se o presente não me preenchesse de uma forma completa... Se calhar preciso de mais realização. Tenho esperança nesse ideal: Amor e Realização. Chegarei lá? Um dia... Como se faz?
  E mais uma vez massacro-me com a ideia de que se calhar não fui tomando as decisões certas até aqui. Se calhar estaria mais realizada, hoje, se tivesse optado por outras coisas, por outras pessoas, ontem. Tenho a sensação, agora, de ter caminhado, até hoje, sempre pelo caminho do lado: aquele que estava feito em paralelo ao que realmente devia estar a pisar. Às vezes tenho saudades desse caminho que nunca cheguei a percorrer. È possível isso? É saudade, ou é arrependimento?
  Passo por todas estas sensações, vivo tudo o que já vivi, em memórias, em cartas, em fotografias... Como se precisasse disso para me pôr à prova. Como se precisasse disso para a cura, para construir, para projectar o futuro.
  Mas estes são momentos duros... De nostalgia, de saudade. Conforta-me só a certeza que estou, hoje, a viver momentos que me trarão saudade amanha. Se assim é, vivo!
  Sou assim masoquista, no que toca à nostalgia. Mas preciso disso para viver. Porque essa sou eu. E é maravilhoso ser eu! Eu que vivi tudo do que tenho saudades.