sábado, dezembro 27, 2008

Ver o Natal...

Tinha prometido a mim mesma que nao iria escrever sobre o Natal. Porque? Porque é smepre a mesma coisa! Chega a esta altura e toca de escrever sobre tudo o que envolve esta quadra que toda a gente gosta: é o amor, a familia, os amigos, as prendas, a troca de sentimentos profundos, os quilometros percorridos para estarem todos juntos...



Mas como poderia deixar passar este tempo sem um registo? Como poderia deixar passar "em branco" este turbilhao de sentimentos? Não podia!



E nao podia porque este Natal não foi igual aos outros. Claro que teve tudo aquilo que um Natal deve ter. Claro que teve tudo o que o meu Natal sempre teve. Mas não foi igual aos outros...



Este ano eu estive diferente. E talvez não consiga explicar porquê...



Este Natal estive virada para mim mesma. Se calhar numa atitude um pouco egoista, não mandei tantos postais como era costume, não enviei mensagens de "boas festas". Precisei de ter a certeza se sempre estive a lutar por quem merecia. Precisei de ter a certeza que ainda sou a mesma menina que sempre vibrou com o Natal e tinha medo do Pai Natal.



E afinal sou mesmo... Já cresci muito e ainda acredito no Pai Natal , mas já nao tenho medo dele :)






Este ano há qualquer coisa em mim que me faz despertar para algo que ainda não conheço... Uma realidade diferente daquela que não estava habituada. É a minha realidade, mas ainda não tinha tomado consciencia dela.



Sou um Eu mais calado, mais tranquilo. Gosto de observar os outros, e que sorriam para mim. Só quero fazer o que me apetece e tudo o que me faz sentir bem. Só quero estar com quem gosta de mim e me faz sentir especial. Sou eu a tomar conta de mim :D






E o meu Natal foi assim... de observaçao! Foi bom poder estar com quem sempre estive e fazer as coisas que sempre fiz, mas ver! Não simplesmente olhar e passar pelas coisas... Ver!



E é optimo ver tanta gente aterefada a tratar do Natal. A mãe e a avó na cozinha, duas geraçoes a cheirar a rabanadas e filhoses! Pais e filhos de passeio pela baixa, em compras de ultima hora, ou simplesmente a cumprir tradiçoes! Crianças a vibrar com caixas enormes e embrulhos coloridos.



Eu gosto do Natal... Sempre gostei! Mas este ano, olhei-o com olhos de ver!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Tu... Simplesmente...

Pareceu-me família. Uma casa aconchegante, que vou conhecendo aos poucos.
Enfeites de Natal por todo o lado. É o teu lado banal, como uma pessoa igual a tantas outras.

Senti-me parte de tudo. Não como uma estranha, não uma simples conhecida. Acolhida. Recebida de olhos abertos. Braços fechados num abraço. Simples. Quente.

Não há temor, nem tremor. Há calma, segurança. Conforto, confiança.


Pareceu-me família. Apeteceu-me uma mesa cheia de ti e daqueles que fazem parte do teu mundo. Uma luz baixa, vermelha, quente. E eu. No teu lado desconhecido. Numa descoberta constante daquilo que és quando o mundo não vê.


Pareceu-me ver-te de verdade. Por escassos momentos. Olhos nos olhos, sem máscaras. És melhor assim, nu!

E eu sinto-me... eu! Aquela que sou quando o mundo não vê. Sou melhor assim, nua!




Quero ter-te sempre assim. Família!
Num acto de egoísmo, por me sentir privilegiada.

Num acto de amor, por querer cuidar de ti, te querer bem!

Num acto de respeito, por aquilo que sou, que és, que somos!

Num acto de coragem, por querer entrar no teu mundo!


Passará a minha vida muito longe disto? Farei talvez alguns desvios para ti. Com a certeza que vou voltar sempre ao meu Itinerário Principal...

sexta-feira, novembro 21, 2008

Neste tempo... Lembro-me!

É nestes dias de Inverno que mais sinto a tua falta.

É quando o céu está azul e o Sol brilha. Mas o frio obriga-nos a trazer as mãos nos bolsos.

É quando ouço o estalar da castanhas, que me aconchegam o corpo, mas não a alma.

É nesta época de cores quentes e ares gelados, que mais sinto a tua falta...



Porque é tempo de guardar. Guardar o calor e as saudades. Guardar as lembranças e os sentimentos...



Queria uma fogueira, um jardim cheio de folhas... Queria as tuas mãos e a tua cabeça no meu colo... Queria os raios de Sol a aquecerem o nosso rosto... Queria o mundo e a eternidade, só para nós.



É nesta época que os meus pensamentos voam para o passado.

É quando escrevo lembranças...



Foi numa tarde... Não sei de que mês!

Sei que estava calor. Estava? Ou era eu que não sentia frio?

Fomos passear. E tu tinhas aquele sorriso...

Lembraste que encontramos alguém que tu conhecias, na paragem do autocarro? Ficaste nervoso quando me apresentaste...

Havia uma tensão a caminho do Palácio. Não sei se era só minha...

Eu não tinha a certeza do que nos esperava. Não sabia se queria aquilo.

Não sei se tinha medo... Sim, tinha medo!

Parte de mim adorou aquele clima. Parte de mim estava melhor do que nunca, mais feliz do que podia pensar ser possível. Parte de mim estava a viver os momentos mais puros, mais genuínos, mais sinceros.

Parte de mim já sentia amor...

Tu tinhas a certeza, sempre tiveste!

Aquele teu olhar, aquele teu sorriso...

Tiveste-o para mim mais uma vez... Que eu não soube ver!

Chegamos ao Palácio.

Tinhas-me prometido um lugar fantástico. E cumpriste!

Não sei se foi o turbilhão de emoções que tornaram aquele lugar no mais bonito que já vi. Não sei se foi o que passámos juntos... Não sei se foi o que transformaste em mim!

O tempo passou? Não dei pelas horas, enquanto estava sentada no banco do jardim.

Tiraste o jornal da mochila e deitaste a cabeça no meu colo.

O tempo parou, tenho a certeza que parou! Como não parou, se, depois de tantos anos, eu ainda estou lá?

Houve uma flor, pequenina e amarela, que ficou pendurada no fecho do meu casaco.

Devíamos estar no inicio da primavera.

Lembraste que fomos ter com os meus pais ao Shoping? Foste de propósito para que eu não fosse sozinha. E tentamos prolongar cada segundo, vive-lo como se fosse o ultimo...

Tenho na memoria a tua imagem, sentado frente-a-frente comigo, no metro. Tenho na memoria a tua mão estendida para mim na janela.

Não percebi o que sentia.

Não tenho a certeza de nada... E fiz as opções erradas!

Desculpa!



Optamos, erramos, aprendemos e vivemos com isso!



Já quantas vezes me perguntei se voltarei a ver-te?



É nesta época que esta pergunta não me sai da cabeça...

terça-feira, novembro 04, 2008

Boa Noite :)

Sonhei contigo... Mas não foi um sonho igual aos outros!
Era real. Era a minha realidade!

Pediste-me para ficar... Só por umas horas!

Querias um passeio à beira-mar... Não consegui dizer que não!

Parte de mim está aí contigo! Prendes-me em ti...

Foi um passeio maravilhoso, numa tarde de Inverno...

Foi tudo o que o sonho me dá, mas a realidade me recusa!


Sonhei contigo... Porque é nestes dias de Inverno que sinto mais a tua falta!

O céu estava azul e o Sol brilhava, mas o frio mantinha as minhas mãos nos bolsos!

Os raios de Sol aqueciam o nosso rosto... E a água gelava os nossos pés!

Queria a realidade deste sonho... Numa tarde de todas as Estações!




Sonhei contigo...
Partiste do meu sonho e da minha realidade!

Mas eu não consigo partir-me de ti...

segunda-feira, outubro 20, 2008

Olhar-te

Tu és como um vício...
É maravilhoso olhar para ti! Olhar só!

Perceber quem és verdadeiramente.

Tu és um Mistério...

É tão bom olhar-te nos olhos.

Ler-te... Ler os teus pensamentos. Perceber como te sentes!


Gosto de ti. Porque me fazes bem.

Preenches o meu pensamento com um só sorriso.

E apetece-me que estejas aqui.

Quero apertar-te perto de mim.

Quero proteger-te para não nos sentirmos sós!





Acreditas que sofremos para sermos mais fortes?
Acreditas que sofremos porque amamos?

E que é o Amor que vai vencer esse sofrimento?


Cruzo-me com tanta gente. Vejo tanta gente.

Porque é que olho só para alguns?

És uma dessas pessoas que olho verdadeiramente!

Alguma coisa fez despertar o meu olhar sincero. Talvez tenha sido o teu olhar sincero!




Quero saber quem és...

Quero saber o que pensar e sentes.

Quero saber como reages à vida!

Conhecer-te...

segunda-feira, outubro 13, 2008

O sentimento da escolha!

Quero falar de escolhas!
"A vida é feita de escolhas." E escolhi falar sobre isso!
Escolhas...
Toda a vida as fiz! Todos os dias...
Hoje escolho se me levanto para ir para a escolha, ou se fico armada em preguiçosa na cama.
Escolho levantar-me e é
também uma escolha aquilo que como no pequeno-almoço.

Há escolhas que temos que fazer diariamente. São escolhas que não nos preocupam. São
fáceis porque temos obrigações, horários para cumprir. Porque é assim o nosso dia-a-dia. São escolhas que fazemos quase sem pensar nelas, quase que estão intrínsecas! Não custam... Porque a vida não depende delas, e o resultado seria praticamente o mesmo se tivéssemos escolhido a outra opção.
Mas há as outras escolhas... As
difíceis!
Quantas vezes já tive que optar por pessoas ou lugares?
Porque eu me dou bem com todos, mas eles
não se entendem...
Porque gostava de estar em
sítios diferentes ao mesmo tempo...
Custa-me decidir porque quero fazer tudo, estar com toda a gente. Custa-me porque
não quero perder nada.

E se o meu destino depender desta escolha? Serei muito
irresponsável se atirar a moeda ao ar e deixar que ela decida o que vou fazer, e me mostre o meu destino?
Será que fiz a escolha certa? Será que estas pessoas vão valer a pena?
Será que este é o lugar certo? E se tivesse optado pelos outros? Teria sido mais feliz? Teria valido mais a pena?
Podia haver uma bola mágica que nos mostrasse o futuro.
Tomaríamos as decisões certas para cumprirmos o nosso destino. Mas não são essas escolhas que traçam o nosso destino? Ou ele já está traçado e limitamo-nos a vive-lo?

"É fatal como o destino!"... E é o
nosso destino depararmo-nos com escolhas diariamente, e preocuparmo-nos, e desesperarmo-nos!
Não gosto de escolhas! Mas por outro lado, gosto de ter escolhas! Significa que esta é a minha vida, e sou eu que a
estou a viver!
Sou uma afortunada por ter escolhas... Gosto de ter
opções e vários caminhos. E se tiver escolhido o percurso errado, a vida vai encarregar-se de me ensinar e mostrar a solução!



segunda-feira, outubro 06, 2008

Para vocês...


Hoje escrevo para vocês...

E não é para pedir perdão, mas por achar que, Ana Cruz, podes ter um bocado de razão. Um bocadinho bem pequenino!! Mas realmente ainda não tinha escrito só para vocês!

E quem são vocês?

São duas maravilhosas criaturas (mulas, talvez!) que um dia apareceram na minha vida. As nossas vidas cruzaram-se e agora andam em paralelo, espero que por muito mais tempo...

Apareceram numa época muito importante, para que não me senti-se só, para que a mudança não fosse muito difícil, para que não custasse muito virar a pagina do livro da minha vida, uma daquelas paginas muito pesadas...

Apareceram há três anos e desde aí partilhamos tudo. Ok, há coisas que não se partilham, não é Nery? Mas partilhamos quase tudo, tal e qual uma família. Mas uma daquelas famílias muito unidas, não uma família qualquer!!

São duas pessoas únicas! Únicas como é cada um de nós, mas especiais como só elas!

São muito diferentes, somos as três muito diferentes. Mas só assim conseguimos atingir o equilíbrio, muito próximo da perfeição! Só assim vivemos o dia-a-dia, todos os dias!

Eu tenho muito para vos agradecer. Muito mesmo! Porque se preocupam, cuidam de mim e me dão carinho. Porque já sabem do que gosto e fazem-me as vontades. Porque ralham comigo e chamam-me à razão. Porque estão do meu lado e me protegem. Porque me ajudam a crescer. Porque gostam de mim tal e qual como sou.

É uma dádiva ter-vos na minha vida. São Anjos que vieram para ficar, e que não quero que se vão embora nunca!

Adoro-vos! Adoro a maneira como nos entendemos e resolvemos todos os problemas. Adoro quando tomamos o pequeno-almoço juntas, e quando contamos o nosso dia ao jantar. Adoro o facto de ter uma mãe e uma mana que estão sempre la! Adoro as vossas qualidades e os vossos defeitos. Adoro o facto de valorizarem as minhas qualidades e respeitarem os meus defeitos.

Há uma intimidade entre nós que é única. São três "intimidades" que se transformam numa só. Somos três "individuais" que formam um colectivo maravilhoso.

Porque há respeito, amor, carinho, preocupação, beijos, abraços e puxões de orelhas. Porque há tudo o que deve haver em todas as relações para que resultem.

Há um ano que vivemos juntas e eu não podia ser mais feliz! É tão bom assistir às vitorias, aos problemas, às preocupações, às alegrias. Estávamos juntas quando a Nery acabou o curso e quando a Ana vestiu a Toga pela primeira vez! Assistimos juntas ao nervosismo à espera de respostas, e ao desespero por um trabalho. Partilhamos o cansaço e damos muita força! Incentivamos a luta e pomo-nos na primeira linha de combate, umas pelas outras!

E adoro! Adoro, adoro, adoro, tudo e cada momento!

Obrigada!

terça-feira, setembro 30, 2008

Saudades vossas!

Porque é que este sentimento nos afecta tanto?
Temos saudades de tudo aquilo que gostamos...

Temos saudades de coisas que vivemos e queremos, com toda a força, voltar a viver!

Temos saudades dos lugares, daqueles onde fomos felizes!

Temos saudades das pessoas que são importantes! Porque há pessoas que nos marcam, que nos fazem bem! E quando estão longe... É uma dor... É um aperto... A solidão!

Não sabemos o que fazer, ficamos perdidos, à procura do sorriso, do olhar, da palavra que nos são tão familiares!

E quando uma pessoa está longe de nós, parece que nos falta um pedaço. Um pedaço que nem sabíamos que existia em nós! Mas sentimos tanto a sua falta...

E se for mais do que uma pessoa? É o caos! Parece que todo o nosso ser se separou de nós!

Porque começaram as ferias e cada um foi para seu lado...
Alemanha, China, Tailandia...
E eu aqui, longe... dias e dias sem vos ver! Sem ter noticias...

Custa-me voltar à rotina e sentir que a minha saudade aumenta, quando vocês não estão...
Custa-me querer falar ao telefone contigo horas a fio, e reparar que não consigo porque estás do outro lado do mundo!
Custa-me ter a minha sala vazia, desejosa de vos ter todos a jantar...

É muito tempo longe do que vivo há já 3 anos! E não quero voltar à rotina sem vocês!
Porque fico com as saudades e vai-se a motivação...

Eu preciso dos meus amigos! Preciso dos vossos sorrisos, do vosso olhar, das vossas palavras!
Preciso de vocês comigo, diariamente! Para vivermos a felicidade, para testemunharmos a vida uns dos outros! Para ultrapassarmos juntos todas as dificuldades! Para reclamarmos e lutarmos!
Tenho saudades, tantas saudades vossas! Voltem depressa! Porque quero um abraço apertado...

Momentos inesperados!

É tão maravilhoso deixar-me levar por aquilo que queres de mim...
Pergunto-me como cheguei aqui... Como chegamos a isto?
Foste tu que quiseste? Fui eu? Quem foi?
Eu sei que quando te vi, quando te vi verdadeiramente, eras o que sempre imaginei que serias! Adulto, decidido, meigo, um homem como tantos outros: simples e banal! Mas especial como só tu!
E transmites-me calma, ao contrario do que era de esperar!
Somos iguais, enquanto temos tão pouco em comum! Somos iguais quando despimos todas as máscaras e vive
mos para este momento, com o mesmo sentimento...
E uma certeza que não queríamos estar em nenhum outro lado, apesar de sabermos que tudo isto está errado!
E não é aquela sensação de "parece que já nos conhecemos há tanto tempo!". É uma coisa diferente... É uma descoberta, uma aventura maravilhosa e inesperada!
E não há aquele desejo de "querer para sempre"! Há uma vontade de que cada minuto seja um tempo indeterminado, como se não houvesse mais, como se o dia não amanhecesse nunca!


E fica, mais uma vez, o Pedro, no seu melhor:

Saiu pela noite,
Pelas ruas do Porto,
Procurando os seus olhos
Num copo já morto.
Perdeu-se na vida
Encontrou-a na Foz,
Entre o Molhe e a Avenida
Há tanta gente a sós.
E eu e tu somos iguais.
Esconderam palavras
Por trás das palavras,
Disseram amor
Sem se perceberem.
Dançaram na estrada,
No asfalto dos loucos,
Entre o céu e o nada
Foram morrendo aos poucos.
E eu e tu somos iguais.
E pediram-se um beijo,
Uma mão que os agarre,
Parados no tempo,
Para que o tempo não pare.
E eu e tu somos iguais.
E quando perceberam
Que a noite era só deles,
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo,
Perdidos no chão.
Então os dois foram um,
E o tempo nenhum
Para o que tinham para se dar,
Põe o teu corpo no meu,
Deixa a noite acabar.
Então de um fez-se dois,
E o tempo depois
Foi tão pouco para viver,
Põe o teu corpo no meu
Sente o meu a amanhecer.
Enrolou um cigarro
Que fumaram a dois,
Revivendo o prazer
Que viria depois.
Beberam olhares,
Lugares de veneno,
Nas paredes do quarto
O mundo é tão pequeno.
E eu e tu somos iguais.
Partiram no carro
A voar na cidade,
Encantados nas luzes,
Despistando a vontade.
Deram-se as mãos,
E os corpos também,
A 200 à hora
Não os vai vencer ninguém.
E eu e tu somos iguais.
E pararam o mundo
Numa rua qualquer,
Num abraço sereno
Sem ninguém perceber...
E eu e tu somos iguais.
E quando perceberam
Que a noite era só deles,
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo,
Perdidos no chão.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Momentos...

Parece que estou só... Mas não queria que parecesse... Porque não estou!
Estarei só, mesmo rodeada de tanta gente que adoro?

Às vezes sinto-me só...

Estendo a mão e não há ninguém que a agarre.

Rio-me e estou feliz! Mas falta-me uma mão na rua! Falta-me um ombro onde me encaixo na perfeição. Um braço forte que me aperte.

Tenho saudades de passar para o lado de dentro do passeio. Na verdade tenho saudades daquilo que quase nao vivi... Quer dizer, vivi, e vivi intensamente! Mas foram momentos tão pequenos...
O que são meia dúzia de horas quando nos sentimos no extremo da felicidade e da calma? Quando estamos verdadeiramente bem?!

Sei que são momentos importantes, que vamos lembrar para sempre! Mas não quero lembrar momentos, quero vive-los!

Eu sei que sou um signo que gosta de viver o passado... E quero aproveitar isso! Vivo coisas tão maravilhosas que quero que se repitam. Quero pegar no passado, pegar em todos os momentos, e traze-los para o presente, e prolonga-los para o futuro!

Porque queria saber se voltarei a ter um banco de jardim virado para o tua, e um caminho feito sempre a pé! Ou terei uma casa na árvore e manhas de sonho! Ou um passeio no Palácio e um amor desconhecido! Ou uma vida a dois e projectos tão próximos!

Eu sei que não posso voltar a todos esses momentos... Mas tenho saudades! Porque fui feliz, muito feliz!

O que tenho vivido são momentos maravilhosos, o que vou viver vai ser ainda melhor! Não serão momentos iguais, mas serão melhores!




Sentem-se ventos de mudança. Sinto-os como uma rajada forte numa tempestade! Não tenho medo! Estou cheia de vontade. Tenho uma ânsia, um desejo, tão fortes quanto o vento!